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O Ibovespa Futuro segue em alta, após novo fechamento recorde do índice à vista na última segunda-feira (15), com os investidores de olho nos dados de política monetária.
Às 9h04 (horário de Brasília), o contrato com vencimento em outubro avançava 0,55%%, aos 145.595 pontos.
No Brasil, o IBGE divulgou os dados de desemprego do mês de julho, após atrasar a publicação dos números, inicialmente prevista para agosto, alegando necessidade de ajustes técnicos. O Brasil teve desemprego de 5,6% no trimestre até julho, enquanto a mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa ficaria em 5,7% no período. Os números do desemprego para agosto devem ser anunciados no fim deste mês.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central começa sua reunião sobre política monetária nesta terça, com o anúncio sobre sua decisão na quarta, em meio a expectativa generalizada de que a taxa Selic seja mantida em 15% ao ano.
Nos EUA, os futuros dos índices de ações dos Estados Unidos subiam um pouco nesta terça-feira, depois que o S&P 500 e o Nasdaq fecharam em recordes de alta na sessão anterior, já que os investidores continuaram na expectativa de cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve também na quarta.
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Os investidores precificaram em grande parte um corte de 25 pontos-base pelo banco central dos Estados Unidos no final de sua reunião de dois dias na quarta-feira, em uma tentativa de compensar a deterioração do mercado de trabalho dos Estados Unidos, evidenciada por vários indicadores econômicos recentes.
As expectativas de corte nos juros permaneceram inalteradas depois que o Senado dos Estados Unidos confirmou o assessor econômico Stephen Miran para a diretoria do Fed e um tribunal de apelações rejeitou a tentativa do presidente norte-americano, Donald Trump, de demitir a diretora do Fed, Lisa Cook.
Os participantes do mercado ainda estão precificando um total de cerca de 68 pontos-base na flexibilização da política monetária norte-americana até o final de 2025, segundo dados compilados pela LSEG.
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Ibovespa, dólar e mercado externo
O dólar à vista caía 0,27%, aos R$ 5,307 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha queda de 0,27%, aos 5.325 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira, após Wall Street avançar a novos recordes em meio a expectativas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) anunciará seu primeiro corte de juros do ano nesta semana.
Na volta de um feriado no Japão, o índice Nikkei subiu 0,30% em Tóquio, à nova máxima histórica de 44.902,25 pontos, depois de ultrapassar pela primeira vez a marca dos 45 mil pontos durante o pregão.
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Em outras partes da Ásia, o sul-coreano Kospi avançou 1,24% em Seul, a 3.449,62 pontos, também patamar recorde, e o Taiex garantiu alta de 1,07% em Taiwan, a 25.629,64 pontos.
Na China continental, o Xangai Composto teve ganho marginal de 0 04%, a 3.861,86 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto subiu 0,74%, a 2.489,78 pontos. Na contramão, o Hang Seng apresentou ligeira perda de 0,03% em Hong Kong, a 26.438,51 pontos.
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Investidores na Ásia também digerem os últimos desdobramentos de negociações tarifárias entre os EUA e China. Segundo o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, os dois lados chegaram a um “esboço de acordo” sobre o TikTok, após mais uma rodada de discussões comerciais, em Madri. O presidente dos EUA, Donald Trump, deverá “concluir” o acordo em conversa com o presidente chinês, Xi Jinping, na sexta-feira (19), afirmou Bessent.
Na Oceania, a bolsa australiana acompanhou o tom positivo de Wall Street e da Ásia, e o S&P/ASX 200 avançou 0,28% em Sydney, a 8.877,70 pontos.
No mercado de commodities, os preços do petróleo operavam quase estáveis na terça-feira, enquanto os mercados avaliavam a potencial interrupção do fornecimento pela Rússia após ataques de drones ucranianos às suas refinarias e a perspectiva de um corte na taxa de juros do banco central dos EUA.
Já os preços futuros do minério de ferro se recuperaram nesta terça-feira, apoiados pelo aumento da produção de aço na China, enquanto os ganhos nos índices de referência do aço refletiram a melhora do sentimento apesar de dados fracos do setor imobiliário.
O contrato de janeiro do minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China subiu 0,82%, a 803,5 iuanes (US$ 112,94) a tonelada.
(Com Reuters e Estadão Conteúdo)