Abertura

Ibovespa Futuro fica estável com acordo por cessão onerosa ofuscando indefinição no exterior

EUA estariam dispostos a abrir mão de fazer o aumento de tarifas, mas também há rumores de que a delegação chinesa poderia encurtar a viagem ao país

(Shutterstock)

SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro opera estável nesta quinta-feira (10) entre o otimismo pela aprovação da cessão onerosa na Câmara dos Deputados ontem e as preocupações com as conversas entre Estados Unidos e China em Washington.

Às 9h12 (horário de Brasília) o contrato futuro do Ibovespa para outubro tinha leve variação positiva de 0,02% a 101.410 pontos, enquanto o dólar futuro para novembro cai 0,21% a R$ 4,107.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2021 recua quatro pontos-base a 4,67% e o DI para janeiro de 2023 tem queda também de quatro pontos-base a 5,80%.

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As notícias vindas do exterior são confusas. Ao mesmo tempo em que se fala que os Estados Unidos estariam dispostos a abrir mão de fazer o aumento de tarifas sobre produtos chineses marcado para o dia 15 de outubro, também há rumores de que a delegação chinesa poderia encurtar a viagem que deveria acabar só amanhã à tarde, pois os chineses estariam irritados com a relutância dos americanos em adiar essas tarifas.

A Casa Branca, porém, disse à CNN que não está ciente da mudança nos planos do vice-primeiro-ministro chinês Liu He, enquanto a CNBC acrescenta que as informações do jornal da China eram imprecisas e que o retorno de Liu segue previsto para sexta-feira à noite.

O ponto mais sensível para a China nesse acordo comercial é a questão de propriedade intelectual na Huawei. Segundo o New York Times, o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, poderia conceder licenças que permitissem às empresas americanas venderem suprimentos não sensíveis à Huawei.

Já no Brasil, os investidores ficam animados com a aprovação no Congresso do projeto que divide os recursos do megaleilão do pré-sal.

Congresso

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5478/19, que define o rateio, entre estados e municípios, de parte dos recursos do leilão de petróleo do pré-sal, a ser realizado no próximo dia 6 de novembro. A matéria será enviada ao Senado. O dinheiro a ser repartido é uma parte do chamado bônus de assinatura, que totaliza R$ 106,56 bilhões. A estimativa de extração do bloco a ser licitado é de 15 bilhões de barris de óleo equivalente.

Ontem, o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou o edital do megaleilão do óleo excedente da cessão onerosa. Do valor total do bônus de assinatura, R$ 33,6 bilhões serão descontados pela União para pagar a Petrobras na revisão do contrato original, fechado em 2010.

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Do restante (R$ 72,9 bilhões), 15% ficarão com estados, 15% com os municípios e 3% com os estados confrontantes à plataforma continental onde ocorre a extração petrolífera. Os outros 67% ficam com a União (R$ 48,84 bilhões).

O acordo firmado entre os partidos, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal prevê que o rateio entre os municípios seguirá os coeficientes do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e que o rateio entre os estados obedecerá a dois parâmetros: 2/3 proporcionalmente aos índices de repartição do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e 1/3 segundo os critérios de ressarcimento por perdas com a Lei Kandir.

O Plenário do Congresso Nacional aprovou também o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2020. O texto (PLN 5/19), que prevê salário mínimo de R$ 1.039 no próximo ano, será enviado à sanção presidencial. O projeto aprovado na forma do substitutivo manteve o reajuste do salário mínimo apenas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), projetado de 4,11%.

O valor efetivo poderá ser redefinido, entretanto, mais perto do começo do próximo ano, quando já estiver disponível o índice de inflação acumulado com os meses de outubro e novembro.

O Congresso Nacional também aprovou o remanejamento R$ 3,04 bilhões do Orçamento da União para vários órgãos do Executivo, contemplando também emendas parlamentares. A matéria segue para sanção do presidente da República.

Noticiário Corporativo

A Petrobras assinou com a norueguesa Equinor ASA memorando de entendimentos para o desenvolvimento conjunto de negócios voltados para a cadeia de gás natural. “Um dos principais objetivos do memorando é a maximização de valor no segmento de downstream [atividades de transporte e distribuição de produtos de petróleo] de ambas as empresas, através de projetos de geração termelétrica a gás natural”, informou a Petrobras em nota.

O Valor Econômico traz que o novo projeto de lei do governo Bolsonaro de privatização da Eletrobras, já conta com maioria no Congresso para a sua aprovação e que a resistência, agora, é menor, em relação à legislatura anterior. A constatação faz parte de um levantamento com 247 deputados e senadores, encomendado pela gestora Studio Investimentos ao Instituto FSB, que indica apoio de 50,5% dos consultados e oposição de 36,5% deles.

A Gol Linhas Aéreas Inteligentes retirou de operação 11 jatos 737 mais antigos, fabricados pela Boeing, depois de realizar inspeções recomendadas por reguladores dos EUA, segundo uma pessoa próxima ao assunto. A decisão vai afetar 3% dos seus passageiros até 15 de dezembro, disse a empresa aérea em um comunicado na quarta-feira, sem confirmar o número exato de aeronaves que vão sair de operação.

O Carrefour Brasil fechou acordo de parceria comercial com determinadas empresas pertencentes ao Grupo Super Nosso, para operação de 17 supermercados da companhia do modelo “Carrefour Bairro”, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). A rede de supermercados ocupa a 17ª posição no ranking nacional da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), sendo reconhecida como marca de supermercados gourmet.

A Iguatemi Empresa de Shopping Centers vendeu sua participação de 30% no Shopping Iguatemi Florianópolis, localizado na cidade de Florianópolis, no Estado de Santa Catarina. O valor total da transação é de R$ 110,25 milhões, pagos à vista, equivalente a um múltiplo NOI 2018 de 12,3x.

(Com Agência Estado, Agência Brasil, Agência Câmara, Agência Senado e Bloomberg)

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