Bolsa

Ibovespa Futuro fica estável após PIB dos EUA, tensão na Grécia e Relatório de Inflação

Índice volta a ter desempenho fraco em dia de Plano de Investimentos da Petrobras, negociações gregas e projeções econômicas do BC no radar

arrow_forwardMais sobre
Aprenda a investir na bolsa

SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro opera entre perdas e ganhos nesta quarta-feira (24) com uma piora do cenário grego e uma leve melhora na economia norte-americana no radar. Por aqui o índice reflete o Relatório Trimestral de Inflação, no qual o Banco Central elevou as projeções de inflação de 7,9% para 9,1% no fim de 2015 e disse que os avanços ainda são insuficientes apesar do cenário de convergência para 2016 ter se fortalecido. 

Às 9h46 (horário de Brasília), o contrato futuro do índice para agosto tinha leve valorização de 0,06%, a 54.490 pontos. Já o dólar para julho sobe 0,13%, a R$ 3,088. No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2016 subia 12 pontos-base, para 13,96%, ao passo que o DI para janeiro de 2020 subia 9 pontos-base, para 12,81%. 

O PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA no primeiro trimestre de 2015 recuou 0,2% na comparação anual, dentro das expectativas dos economistas e mostrando um desempenho bem menos fraco do que a queda de 0,7% medida na segunda prévia. 

Aprenda a investir na bolsa

Na manhã desta quarta, a Petrobras (PETR3;PETR4) segue em destaque no noticiário corporativo. Ontem, o Broadcast havia destacado o conselho de administração da Petrobras vai analisar na próxima sexta-feira (26), a proposta da diretoria da empresa de cortar os investimentos em cerca de 25%, o que desanimou os papéis no final do pregão. Em vez dos US$ 220,4 bilhões previstos inicialmente no prazo de cinco anos, como definido no plano de negócios para o período de 2014 a 2018, o investimento ficará na casa dos US$ 165 bilhões.

Contudo, hoje, a agência Estado afirmou que o corte planejado vai ser maior entre 2014 e 2019, ficando próximo a 40%, com o novo orçamento em torno dos US$ 130 bilhões. “Um corte de 30% a 40% ajudaria a empresa a melhorar a situação financeira com impacto de curto prazo. Seria a principal sinalização para retomar a credibilidade, já que um corte menor traria impacto sobre o rating (classificação de risco) da companhia. Com menos investimento, a empresa reduz também o potencial de receitas futuras”, avaliou Walter de Vitto, da consultoria Tendências.

Em esclarecimento ao mercado, a Petrobras esclarece que o Plano de Negócios e Gestão 2015-2019 ainda está em elaboração. “Os fatos julgados relevantes serão oportunamente comunicados ao mercado”, afirmou a companhia. 

Grécia volta a pesar
As negociações entre Grécia e os credores volta a mexer com o humor do mercado. De acordo com fontes do governo do país europeu, o primeiro-ministro Alexis Tsipras contou a colegas que as propostas apresentadas no início da semana não foram aceitas pelos credores. Com isso, aumentam as preocupações sobre a possibilidade de um acordo ser alcançado pelas partes e os gregos honrarem seus pagamentos. Na véspera, o governo estava confiante de que a proposta seria aceita. Hoje, ministros da economia de diversos países da região discutirá a questão.

Já na Ásia, os principais índices acionários fecharam em alta nesta quarta-feira somando uma sexta sessão de ganhos, conforme investidores tentavam continuar otimistas sobre as chances de um acordo com a Grécia.

O Ibovespa Futuro é um bom termômetro de como será o pregão, mas nem sempre prevê adequadamente movimentos na Bolsa a partir do sino de abertura.

PUBLICIDADE

(Com Reuters)