Ibovespa Futuro “espera” Bernanke e opera praticamente estável

Presidente do Federal Reserve discursará no Congresso do País às 11h; por aqui, IPCA-15 fica abaixo do teto da meta

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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro opera próximo da estabilidade nesta quarta-feira (22), no aguardo do tão esperado discurso do presidente do Federal Reserve no Congresso norte-americano. Às 9h22 (horário de Brasília), o índice de contratos futuros com vencimento em junho sobe 0,09%, a 56.300 pontos.

Bernanke discursará às 11h no Congresso do país. A expectativa é de que venha uma sinalização mais clara sobre o que pode ser feito com o Quantitative Easing 3, o programa de estímulos do governo que consiste na compra mensais de US$ 85 bilhões em títulos. Após diversos presidentes regionais do Fed sugerirem que já é hora de iniciar a retirada do programa de estímulo QE3, na última terça-feira (21) o discurso de dois importantes membros do Fomc esfriaram as expectativas: o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard disse que a autoridade dos EUA deve continuar com seu programa, enquanto William Dudley, do Fed de Nova York, disse não saber dizer se o programa irá recuar ou aumentar.

Ainda por lá, será divulgada às 15h a Ata da última reunião do Fomc (Federal Open Market Committee), realizada nos dias 30 de abril e 1 de maio. Fechando as referências norte-americanas, serão reportados dados de vendas de imóveis usados no país, calculado pela Associação de Corretores Imobiliários dos EUA, e os estoque de petróleo semanal. 

IPCA-15 abaixo do esperado
Na agenda doméstica, o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) registrou alta de 0,46% no mês, ante avanço de 0,51% visto em abril. O resultado foi levemente menor do que apontava a mediana das projeções do mercado, que esperava inflação de 0,50% no mês.

Já no resultado anualizado em abril, a alta foi de 6,46%, levemente abaixo do 6,5% proposto como teto da meta estipulada pelo governo para a inflação brasileira – o centro da meta para o ano é de 4,5%, com limite de oscilação de 2 pontos percentuais para cima e para baixo.

Ainda nesta quarta, o Banco Central apresentará a nota do setor externo e o fluxo cambial semanal.

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Europa e Ásia
Na Europa, o fim da reunião do Bank of England mostrou que a autoridade local não chegou a um acordo pela quarta vez sobre programa de compra de ativos.

Já na Ásia, os índices fecharam em queda, com exceção do Nikkei do Japão, que subiu 1,6%, a 15.627 pontos, ficando acima de 15.500 pontos pela 1ª vez em mais de cinco anos, após o Bank of Japan aumentar sua avaliação da economia local e manter sua política monetária atual, além de não comentar sobre o rendimento dos títulos públicos japoneses.