Ibovespa Futuro e dólar sobem com estímulo na China e Petrobras no radar

Índice mantém movimento positivo da sexta, quando dados da economia norte-americana afastaram o risco de um aumento de juros mais cedo do que o esperado

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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em alta nesta segunda-feira (11) depois que o banco central da China reduziu em 0,25 ponto percentual a taxa de juros da segunda maior economia do mundo para 5,1% ao ano. Com agenda política fraca, o mercado é muito mais influenciado pela divulgação de resultados de empresas e por fatores externos, como o relatório de emprego nos Estados Unidos que saiu dentro do esperado na sexta e diminuiu as chances de uma elevação dos juros nos EUA nas próximas reuniões do Federal Reserve.  

Às 9h08 (horário de Brasília), o contrato futuro do Ibovespa para junho subia 0,34%, a 57.965 pontos, enquanto o dólar futuro para o mesmo período subia 0,42%, a R$ 3,008. 

Também tinha algum peso por aqui o Relatório Focus, com a mediana das projeções de diversos economistas, casas de análise e instituições financeiras para os principais indicadores macroeconômicos. A previsão para o PIB (Produto Interno Bruto) em 2015 oscilou de uma retração de 1,18% para uma de 1,20%. Já no caso do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que é o medidor oficial de inflação utilizado pelo governo, as projeções são de que haja um avanço de 8,29% este ano e de 5,51% para 2016.

No noticiário corporativo, a Petrobras (PETR3; PETR4) ingressou como coautora do Ministério Público Federal em duas ações contra as empreiteiras Engevix e Mendes Júnior e os executivos apontados como responsáveis por irregularidades no âmbito da Operação Lava Jato. 

Ainda sobre a estatal, a Petrobras planeja divulgar seu novo plano de negócios de 2015 a 2019 em 10 de junho, com informações sobre redução de investimentos, meta de produção e continuidade da refinaria Abreu e Lima (Rnest) e do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). A informação foi repassada por técnicos da companhia a parlamentares que integram a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre a corrupção na estatal. 

Além disso, segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, a presidente Dilma Rousseff não admite mudança no regime de partilha e na exigência de que a Petrobras seja sócia de pelo menos 30% de cada bloco de exploração do pré-sal, o que aliviaria o caixa da estatal. Os ADRs (American Depositary Receipts) da petroleira negociados no pré-market da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) subiam 0,31%, a US$ 9,77.

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China corta juros
A maior parte dos índices asiáticos fechou em alta nesta segunda-feira, com investidores comemorando o mais recente corte de juros adotado pela China para combater o enfraquecimento da economia e após Wall Street saltar devido a números fortes sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos.

O índice japonês Nikkei acabou o dia no azul, após também bater na semana passada a mínima em um mês. A bolsa chinesa anulou perdas do começo da sessão e passou a subir com força, com Shangai fechando em alta de 3,05%. A China cortou a taxa de juros pela terceira vez em seis meses no domingo e analistas preveem que o governo deve afrouxar o compulsório e reduzir os juros novamente nos próximos meses. 

A decisão veio após a divulgação, no sábado, de números fracos sobre a inflação na China, que aumentaram as preocupações sobre pressões deflacionárias. 

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Já na Europa, o dia é de queda, apesar dos estímulos na China, com a Grécia seguindo no radar dos mercados. A Grécia quer que os ministros das Finanças da zona do euro reconheçam que houve progresso nas negociações com seus credores internacionais e não está avaliando qualquer “plano B”, disse nesta segunda-feira o porta-voz do governo, Gabriel Sakellaridis, antes da reunião do Eurogrupo em Bruxelas. “O governo não estão considerando qualquer plano B”, afirmou ele a jornalistas.

O Ibovespa Futuro é um bom termômetro de como será o pregão, mas nem sempre prevê adequadamente movimentos na Bolsa a partir do sino de abertura.

(Com Reuters)