Ibovespa Futuro destoa do front externo e opera com leve queda

Lá fora, investidores vão às compras frente às notícias sobre um possível plano de recapitalização aos bancos europeus

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SÃO PAULO – Descolado do bom humor visto no front externo, o Ibovespa Futuro indica uma abertura em campo negativo nesta segunda-feira (4). Há pouco, os contratos com vencimento em junho apontavam queda de 0,20%, negociados aos 53.250 pontos. Lá fora, o otimismo nos mercados é amparado por especulações sobre um possível plano de ajuda aos bancos da Zona do Euro.

Propostas de líderes europeus, que defendem a utilização do fundo de resgate da região para recapitalizar os bancos em dificuldade, impulsionam o mercado de ações no Velho Continente – em um dia de baixo volume financeiro por conta da celebração do Jubileu de Diamante da rainha britânica Elizabeth II, que deixa a bolsa do Reino Unido fechada até terça-feira.

No domingo, o ministro de Finanças da França, Pierre Moscovici, afirmou que seria melhor utilizar o ESM (Mecanismo de Estabilidade Europeu), e não os fundos governamentais para injetar capital nas instituições finnaceiras que estão com problemas.

Também no fim de semana, o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy pediu pela criação de uma autoridade central para ajudar a harmonizar a política fiscal da moeda comum. Ao mesmo tempo, o jornal espanhol El País informa que o ministro da Economia do país está buscando uma forma de negociar com a Europa uma recapitalização aos bancos espanhóis.

China preocupa
Por outro lado, sinais de desaceleração da economia chinesa limitam os ganhos nos mercados acionários ao redor do globo. Durante a madrugada, o governo da China comunicou que o PMI (Purchasing Manager’s Index) oficial do setor de serviços caiu pelo segundo mês consecutivo em maio.

O indicador do setor não manufatureiro da China passou de 56,1 em abril, para 55,2 no mês passado. Ainda que seja mais um sinal de enfraquecimento da economia do gigante asiático, o PMI permaneceu acima da linha de 50, que separa contração de expansão.

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Radar econômico
Em outras regiões do globo, por outro lado, a agenda econômica é pouco movimentada. Na Europa, o PPI (Índice de Preços ao Produtor) para a Zona do Euro e para União Europeia ficaram estáveis em abril na comparação com março, de acordo com a Eurostat. Na comparação com abril de 2011, houve alta de 2,6% na região do euro e de 2,8% em todo o bloco europeu.

Por aqui, o mercado avalia a desaceleração do IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) da quarta semana de maio, e a publicação do Boletim Focus, que mostrou queda na previsão do PIB (Produto Interno Bruto) para 2012 e manteve a perspectiva para a Selic neste ano.

Entre os indicadores dos Estados Unidos, os agentes aguardam apenas a divulgação do indicador que calcula o volume de pedidos feitos à indústria como todo, incluindo bens não duráveis. O relatório sai às 11h00 (horário de Brasília).