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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em queda nesta quarta-feira (10), destoando do bom humor nas bolsas mundiais nesta manhã provocado por expectativas de estímulos na China. Essa é a terceira queda consecutiva do índice. No cenário doméstico, continuam no radar as denúncias de desvio de dinheiro na Petrobras, que segundo o Valor Econômico, chegariam a R$ 20 bilhões. Às 9h05 (horário de Brasília), o contrato futuro do índice para dezembro tinha queda de 0,72%, a 49.960 pontos.
As bolsas mundiais têm movimento de alta nesta quarta-feira (10) puxadas por expectativas de estímulo na China depois que a inflação na segunda maior economia do mundo veio menor do que o esperado. Apesar disso, commodities metálicas como o minério de ferro reagem negativamente ao dado, ao mesmo tempo em que o petróleo recua novamente com previsão do Irã do barril cotado até US$ 40.
Depois de fechar na terça com forte queda de 5,4%, o índice Xangai teve um movimento de correção e terminou o dia em alta de 2,93%. Em novembro deste ano, o CPI (Consumers Price Index) avançou 1,4%, abaixo das projeções de economistas consultados pelo Wall Street Journal, que sugeriam alta de 1,6%, como o registrado em outubro.
Petrobras e LDO
Aqui prevalecem as notícias acerca do escândalo da Petrobras. Ontem, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, suurpreendeu ao fazer duras críticas à gestão da estatal, chegando até mesmo a sugerir a demissão da atual diretoria da empresa. A Polícia Federal pediu o indiciamento de 12 executivos de empreiteiras presos na Operação Lava Jato somados ao lobista Fernando Baiano, que é considerado o homem do PMDB no esquema. Apesar de tudo isso, os ADRs (American Depositary Receipts) da Petrobras negociados no pré-market da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) subiam 0,37%, a US$ 8,18.
Hoje ainda deve ser votado o projeto da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) para 2015, segundo o relator do projeto, o senador Vital do Rego (PMDB-PB). O novo projeto reduz em R$ 30,7 bilhões a previsão de superávit primário do governo no ano que vem, refletindo uma previsão de queda na arrecadação em 2015.
De acordo com o Valor Econômico, na atualização da LDO, a nova equipe econômica do governo não incluiu repasses do Tesouro Nacional ao BNDES nos próximos três anos nas projeções para a dívida bruta. Assim, para que a trajetória de endividamento traçada se confirme, não pode haver nova emissão de títulos públicos para os bancos oficiais até 2017. A emissão para o BNDES de R$ 30 bilhões, da semana passada, foi incluída no cálculo da dívida bruta.