RADAR INFOMONEY Programa desta quinta-feira analisa as falas de Bolsonaro e de líderes globais na Cúpula do Clima e qual foi o impacto nos mercados; assista

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Bolsa

Ibovespa Futuro corrige após alta forte na semana passada; dados da China animam minério

Mercado opera entre perdas e ganhos em semana que começa sem o benchmark dos Estados Unidos devido a feriado

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(Shutterstock)

SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em leve baixa nesta segunda-feira (2) corrigindo parte da alta da semana passada, quando o índice à vista subiu 3,55%. Entre os riscos, destaque para o cenário internacional, que tem a confirmação das tarifas que Estados Unidos e China impuseram contra o outro. 

Às 09h09 (horário de Brasília) o contrato futuro do Ibovespa para outubro tinha queda de 0,33% a 101.890 pontos, enquanto o dólar futuro para setembro subia 0,22% a R$ 4,156.

Ao mesmo tempo, os contratos futuros de juros registravam perdas, o DI para janeiro de 2021 recua um ponto-base a 5,52%, e para janeiro de 2023 registra queda do mesmo montante, a 6,58%.

Os EUA passaram a taxar em 15% uma variedade de produtos, como calçados, relógios inteligentes e televisores de tela plana, enquanto pelo lado chinês os alvos foram as compras de petróleo e soja, com taxas entre 5% e 10%.

Segundo CNBC, porém, apenas um terço dos cerca de 5 mil itens que a China espera taxar passaram a vigorar neste final de semana. A maioria entrará em vigor no dia 15 de dezembro, assim como os planos de restabelecer tarifas sobre automóveis e autopeças dos EUA.

Vale lembrar que hoje as bolsas norte-americanas estão fechadas por conta do feriado de Dia do Trabalho (Labor Day).  

Por outro lado, o dia é de algum ânimo nas bolsas asiáticas e europeias impulsionadas pelos preços das commodities no mercado internacional, que sobem após dados positivos da China.

Ontem, foi divulgado o Índice Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) industrial chinês da Markit, que avançou em agosto para 50,4 pontos, de 49,9 pontos em julho. 

O dado da Markit contrariou o PMI do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês) da China divulgado na sexta, e que havia registrado recuo de 49,7 pontos em julho para 49,5 em agosto.

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Para o mercado contudo, o que importa é o dado de domingo. Tanto que o minério de ferro à vista com 62% de pureza no porto de Qingdao, na China, tem ganhos de 6,99% nesta segunda, atingindo US$ 90,58. 

No Brasil, os investidores seguem acompanhando a agenda política no Congresso, que terá a votação essa semana do relatório da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

Relatório Focus

Segundo o boletim Focus, pesquisa divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC), a previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi ajustada de 0,80% para 0,87% em 2019.

A estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo caiu de 3,65% para 3,59%, este ano. Para os anos seguintes não houve alterações nas projeções: 3,85%, em 2020, 3,75%, em 2021, e 3,50%, em 2022.

Para o mercado financeiro, ao final de 2019 a Selic estará em 5% ao ano. Para o final de 2020, a estimativa segue em 5,25% ao ano. No fim de 2021 e 2022, a previsão permanece em 7% ao ano.

Argentina

O Banco Central da República Argentina (BCRA) começará a intervir a partir de hoje de forma mais agressiva no mercado de câmbio para tentar conter a alta do dólar, segundo o jornal La Nación.

A expectativa é de que a autoridade monetária utilize um esquema semelhante ao adotado há pouco mais de um ano, quando, em meio a uma depreciação do peso e a um novo acordo com o FMI fixou o valor da moeda americana com uma oferta diária de US$ 5 bilhões. A medida, que durou 20 dias, foi efetiva.

Dessa forma, o governo argentino também buscará recuperar a paz no mercado de câmbio mostrando um diálogo com a oposição no Congresso, disseram fontes oficiais ao La Nación.

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A procura por dólares no país se intensificou na semana passada, após o governo de Mauricio Macri anunciar que não pagará a maior parte de sua dívida de curto prazo na data de vencimento, adiando uma parcela para daqui a seis meses.

Isso significa que a conta poderá ficar nas mãos de Alberto Fernández e Cristina Kirchner, que formam a chapa da oposição e saíram vencedores nas eleições primárias para a presidência do país, em 11 de agosto. A eleição final será em 27 de outubro.

Caso o BC argentino mantenha a queima de reservas internacionais, para tentar segurar a desvalorização do peso, elas poderão se esgotar em menos de dois meses. Apesar de afirmar possuir US$ 57 bilhões em reservas, pouco menos de US$ 13 bilhões são líquidos.

O BC anunciou ainda que os bancos que operam no país terão de pedir autorização para distribuir seus resultados. A medida inviabiliza a remessa de lucros de bancos internacionais para suas sedes.

Noticiário Corporativo

A Petrobras informou, em relação à primeira fase dos processos de venda de ativos de refino e logística associada no país, que inclui as refinarias Abreu e Lima (RNEST), Landulpho Alves (RLAM), Presidente Getúlio Vargas (REPAR) e Alberto Pasqualini (REFAP) e seus ativos logísticos correspondentes, que, tendo em vista o interesse do mercado, estendeu o prazo de notificação para participar em tais processos para 16/09/2019.

O prazo para assinatura do Acordo de Confidencialidade e dos demais documentos previstos nos Teasers permanece 27/09/2019.

Já a Petrobras Distribuidora informou ter recebido valores referentes aos Instrumentos de Confissão de Dívidas – ICDs assinados com as Centrais Elétricas Brasileiras S.A. – Eletrobras e suas controladas distribuidoras de energia.

Até o presente momento, a companhia recebeu o montante de aproximadamente R$ 2,679 bilhões, dos quais R$ 125,9 milhões correspondem à 16ª parcela. A companhia informa que futuros pagamentos vinculados a estes ICDs serão tempestivamente divulgados ao mercado.

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(Com informações da Agência Brasil)

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