Ibovespa Futuro cai mais de 2% com preocupação com China e Focus

Goldman Sachs cortou projeção para economia chinesa; relatório Focus diminui projeção para PIB brasileiro

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SÃO PAULO – Os mercados iniciam mais uma semana em clima negativo. Às 9h11 (horário de Brasília) desta segunda-feira (24), os contratos futuros do Ibovespa com vencimento em agosto apresentavam queda de 2,51%, a 46.015 pontos, seguindo a tendência das bolsas mundiais. O noticiário internacional, trazendo referências tanto da China quanto da Europa, colabora para a nova queda no mercado brasileiro, que fechou a semana passada em seu menor patamar desde abril de 2009. Por aqui, as projeções para a economia foram mais uma vez rebaixada.

Segundo o boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central, a mediana das projeções de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) recuou de 2,49% para 2,46% neste ano. Para 2014, o número caiu de 3,20% para 3,10%. O relatório do BC segue apontando que a Selic fechará 2013 em 9% ao ano – atualmente ela está em 8,25% ao ano. A taxa de câmbio prevista para dezembro deste ano, por sua vez, subiu de R$ 2,10 para R$ 2,13 na passagem semanal.

Na China, notícias oficiais divulgadas no final de semana sugeriram que Pequim continuará a lidar com os riscos do sistema bancário sem regulação, o que levou as ações do setor a despencarem. O corte de estimativa para o crescimento da economia chinesa pelo Goldman Sachs – de 7,8% para 7,4% neste ano e 8,4% para 7,7% em 2014 – também pesou sobre o índice referencial de Xangai, que caiu 5,30% e registrou sua maior queda em um dia desde 2009.

Maré de más notícias na Europa
Na Europa, as principais bolsas operam com queda de mais de 1%. Por lá, o noticiário mostra-se bastante agitado, a começar pelo Reino Unido, onde veicula-se que a economia britânica possa cair em crise novamente, caso o governo abandone seu programa de austeridade, segundo entrevista do ministro das finanças, George Osborne, à BBC.

Na Itália, os investidores digerem os protestos realizados no final de semana, cobrando do governo uma solução para o desemprego, que atingiu 12% em abril, maior nível já registrado. Ainda na Itália, o vice-ministro de Economia, Stefano Fassina, disse que um aumento em seu imposto de valor agregado deve ser adiado e possivelmente cancelado. Segundo a Reuters, a suspensão do aumento no tributo custaria cerca de € 4 bilhões por ano ao país.

Nem mesmo a notícia de que a Alemanha pode atingir superávit em 2015 anima o mercado. O índice de ações DAX 30, de Frankfurt, apresenta queda de 1,35%. Ainda no noticiário europeu, ministros de Relações Exteriores da Alemanha e da Turquia se reuniram no sábado para uma “intensa troca de opiniões”, que foram desde as manifestações da população turca até a relutância do país aderir à União Europeia.

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Ainda durante o final de semana, os líderes europeus não chegaram a um acordo sobre a forma de compartilhar os custos de colapsos bancários, enquanto a Alemanha resistiu às tentativas da França de enfraquecer a força das regras destinadas a poupar os contribuintes em futuras crises. Na Grécia, o primeiro-ministro, Antonis Samaras, afirmou que a recente crise política e o fracasso em alcançar as metas de privatização não interromperão o resgate financeiro internacional dado ao país.

Discurso nos EUA
Nos EUA, serão divulgados apenas dois indicadores: a sondagem industrial de Dallas e o Índice de Atividade Nacional. Porém, as atenções devem ficar com o discurso de Richard Fisher, presidente do Federal Reserve de Dallas. Mesmo não sendo um votante fixo das reuniões do Fomc, suas palavras podem indicar o pensamento em relação ao atual cenário do país e dar informações sobre os próximos passos da autoridade monetária quanto à redução do programa de estímulos à economia.

Com a espera, os contratos futuros norte-americanos operam com queda próxima de 1,0%.

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Brasil: nota do BC e PIB mensal
A FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou os dados do setor de consumo com a Sondagem do Consumidor caindo 0,4% em junho, para 112,9 pontos – menor pontuação desde março de 2010. Já o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) recuou 0,06 ponto percentual no mesmo período, para vairação positiva de 0,37%.

Ainda durante a manhã, o BC também apresenta a Nota de Mercado Aberto. Já durante a tarde, teremos a balança comercial da última semana, além da Sondagem da Indústria e o Relatório Mensal da Dívida Pública.

Porém, o destaque deve ficar com o indicador mensal de atividade mensal do Serasa, também chamado de PIB Mensal.