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Ibovespa Futuro cai mais de 2% após conflito no Irã levantar temores com inflação

No cenário nacional, PIB do subiu 0,1% no 4º tri e avança 2,3% em 2025, em linha com o esperado.

Felipe Moreira

Ativos mencionados na matéria

Painel da B3, a bolsa de valores brasileira, em São Paulo - (Foto: Tuane Fernandes/Bloomberg)
Painel da B3, a bolsa de valores brasileira, em São Paulo - (Foto: Tuane Fernandes/Bloomberg)

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O Ibovespa Futuro opera com forte baixa nos primeiros negócios desta terça-feira (3), com preocupações com a inflação concentrando as atenções do mercados diante do aumento nos preços da energia devido ao conflito no Oriente Médio, enquanto investidores locais digeram os dados sobre o Produto Interno Bruto do quarto trimestre de 2025 e do acumulado do ano passado. Às 9h02 (horário de Brasília), o contrato para abril recuava 2,35%, a 187.885 pontos.

A liquidação nos mercados acionários globais se aprofundava nesta sessão e o dólar se fortalecia em meio ao forte aumento nos preços do petróleo e do gás natural, com os investidores lidando com a incerteza sobre quanto tempo o conflito pode durar após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã.

O Catar suspendeu sua produção de gás natural liquefeito na segunda-feira, levando ao fechamento preventivo de instalações de petróleo e gás em todo o Oriente Médio. A produção do país representa cerca de 20% da oferta global.

Uma autoridade da Guarda Revolucionária do Irã disse na véspera que o Estreito de Ormuz foi fechado ao tráfego marítimo e que o país abrirá fogo contra qualquer navio que tente atravessar.

Na agenda nacional, o PIB do Brasil subiu 0,1% no 4º tri e avançou 2,3% em 2025, em linha com o esperado.

Já o Ministério do Trabalho divulga os números de janeiro do Caged às 11h, e, após o fechamento, RD Saúde (RADL3) e Auren (AURE3) publicam seus resultados.

Em Wall Street, o Dow Jones Futuro caía 1,67%, Nasdaq Futuro recuava 2,13% e o S&P 500 Futuro tinha queda de 1,64%.

Dólar, exterior e commodities

O dólar futuro para abril — atualmente o mais líquido no Brasil — subia 1,26%, R$ 5,281.

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam em baixa, com o conflito no Irã se prolongando pelo quarto dia consecutivo e afetando negativamente o apetite por risco.

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Os mercados da Coreia do Sul despencaram mais de 7% com a retomada das negociações após um feriado nacional.

Os preços do petróleo operam em alta, ampliando os fortes ganhos da sessão anterior, com a intensificação da guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, enquanto Teerã prometeu o fechamento total do Estreito de Ormuz e atacou a embaixada americana em Riad com drones.

As cotações do minério de ferro na China fecharam em alta, com os investidores avaliando o aumento dos custos de frete devido ao conflito crescente com o Irã, que está prejudicando os embarques pelo crucial Estreito de Ormuz, em contraposição à queda na demanda em meio às restrições de produção entre as siderúrgicas chinesas.

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(Com Reuters e Bloomberg)