Abertura

Ibovespa Futuro cai mais de 1% seguindo exterior com noticiário sobre coronavírus; dólar futuro sobe a R$ 4,61

Pré-market registra fortes perdas diante dos renovados temores acerca da disseminação do vírus

(Austin Distel/Unsplash)
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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em queda nesta quinta-feira (5) com o noticiário sobre o coronavírus voltando a pesar a despeito dos estímulos promovidos pelos bancos centrais das maiores economias do mundo. A Califórnia declarou estado de emergência após a primeira morte pelo vírus ser reportada.

Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que o número de pessoas contaminadas pelo coronavírus ultrapassou 93 mil. Além do medo do corona, a Associação Internacional dos Transportes Aéreos (IATA) advertiu na manhã de hoje que as empresas aéreas terão perdas estimadas entre US$ 63 bilhões e US$ 113 bilhões, reportou a CNBC News.

Às 09h09 o contrato futuro do Ibovespa caía 1,23% a 106.085 pontos. O dólar futuro para abril, por sua vez, subia 0,37% a R$ 4,61. Já o dólar comercial avança 0,50%, a R$ 4,603 na compra e R$ 4,6037 na venda.

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Na véspera, o Banco Central anunciou que ofertaria 20 mil contratos de swap cambial no pregão desta quinta. A informação não foi o bastante para evitar que o dólar fechasse na sua máxima nominal histórica, em R$ 4,58 à vista.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 ficava estável a 4,22% e o DI para janeiro de 2023 avança um ponto-base a 4,83%. O DI mais longo, para janeiro de 2025, operava estável a 5,79%.

Política 

O Congresso Nacional manteve o veto presidencial sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A manutenção do veto veio após acordo entre Congresso e Palácio do Planalto, o que explicou a votação maciça favorável ao veto. O acordo envolveu o envio, pelo governo, de Projetos de Lei (PL) que tratam da distribuição das verbas de emendas e do relator-geral do Orçamento.

Com a manutenção dos vetos, o relator-geral do orçamento não poderá indicar prioridades na execução de obras realizadas com orçamento público. O governo não terá mais o prazo limite de três meses para repassar a verba do Orçamento. Na prática, o orçamento destinado a emendas de comissão e do relator não são mais impositivas. Além disso, não haverá penalização ao governo caso ele não faça o pagamento dessa verba.

Independentemente do acordo, partidos de vários matizes ideológicos, como Rede, Novo, PSL e MDB, mostraram-se favoráveis aos vetos. Para eles, se o veto fosse derrubado, a governabilidade e o poder de gestão do presidente da República sobre a verba pública ficariam prejudicado. Partidos de oposição se colocaram a favor do veto, considerando que a medida prejudicaria não só o atual presidente, mas todos os que se seguirem.

A votação ocorreu após dias de negociações e acordos entre governo e Congresso, encabeçados, principalmente, pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), e o ministro da Secretaria-Geral de Governo, Luiz Eduardo Ramos.

Noticiário corporativo 

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Em destaque, após a queda de mais de 30% das ações, o IRB anunciou que Werner Suffert é o novo vice-presidente Executivo, Financeiro e de Relações com Investidores da companhia. O executivo, que ocupou o posto de CFO e diretor de Relações com Investidores da BB Seguridade (BBSE3) pelos últimos seis anos, também assume a posição de CEO interinamente, até a nomeação de um profissional para a função.

No radar de balanços, a CSN teve lucro líquido de R$ 1,13 bilhão no quarto trimestre de 2019, em queda de 36% ante o lucro de R$ 1,77 bilhão registrado no mesmo trimestre de 2018. A Arezzo (ARZZ3), rede varejista de moeda feminina, publicou balanço na noite de ontem e informou um lucro líquido de R$ 59,4 milhões no quarto trimestre de 2019.

Houve uma expansão de 50,6% sobre igual período do ano anterior. No fechamento de 2019, o lucro líquido avançou menos, 16,9% sobre 2018, para R$ 162,1 milhões. A empresa intensificou sua abertura de franquias, chegando a 737 pontos de venda no Brasil e no exterior.

Já a CTEEP – Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (TRPL4) comunicou ontem que obteve um lucro líquido de R$ 1,77 bilhão em 2019. Já a Direcional aprovou a abertura de capital da Riva no Novo Mercado.

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