Pré-market

Ibovespa Futuro cai mais de 1% com minério e descola da Europa, que se anima com Grécia

Enquanto isso, o noticiário nacional segue bastante movimentado: segundo duas reportagens do Valor Econômico, o Banco Central prepara o fim do ciclo de alta de juros, enquanto o TCU deve julgar as "pedaladas fiscais" em agosto

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SÃO PAULO – Na véspera do feriado, o Ibovespa Futuro registra forte queda, com destaque para o noticiário chinês e a queda do preço do minério de ferro, apesar do dia de maior ânimo da Europa. As bolsas europeias sobem em meio à “luz no fim do túnel” proporcionado pela Grécia em busca de um acordo. Enquanto isso, o noticiário nacional segue bastante movimentado: segundo duas reportagens do Valor Econômico, o Banco Central prepara o fim do ciclo de alta de juros, enquanto o TCU deve julgar as “pedaladas fiscais” em agosto. Às 09h26 (horário de Brasília), o contrato futuro com vencimento em agosto registrava queda de 1,19%, a 52.300 pontos. O mercado ainda fica de olho na ata do Federal Reserve, a ser divulgada hoje às 15h, podendo dar mais sinalizações sobre quando a autoridade monetária iniciará o ciclo de alta de juros. 

Voltando à Europa, o Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, na sigla em inglês), o fundo de resgate da zona do euro, recebeu da Grécia um pedido para um novo programa de ajuda, informou hoje o porta-voz do ESM, que tem sede em Luxemburgo, o que animou os mercados por lá. 

Além disso, a China no radar em meio a forte queda da bolsa de Xangai, que tem levado o governo chinês a adotar uma série de medidas para evitar o aprofundamento das perdas, como redução dos juros, dos depósitos compulsórios e injeção de liquidez.

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Ainda que os impactos sobre a atividade do movimento recente seja reduzido, em função do descolamento da bolsa dos fundamentos macroeconômicos (o PIB já está muito mais fraco que o sugerido pela bolsa), o seu prolongamento pressiona o governo a adotar mais medidas de estímulo diante da desaceleração da economia, destaca o banco Bradesco em relatório. 

Entre as commodities, o minério de ferro desabou 10% para US$ 44,59 a tonelada, segundo cotação do porto de Qingdao, na China. Esse é o menor patamar atingido pela commodity desde 2009. No pré-market da Bolsa de Nova York, os ADRs (American Depositary Receipts) da Vale registram baixa de 3,02%, a US$ 5,45. 

Dólar e juros futuros
Enquanto isso, o dólar sobe 0,6%, ultrapassando a barreira dos R$ 3,20, na quarta alta seguida, acompanhando valorização externa, onde moeda americana avança frente a 11 de 16 principais divisas globais e maioria das emergentes.

No noticiário econômico nacional, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) avançou 0,79% em junho, frente à alta de 0,74% no mês anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (8). O resultado ficou abaixo do esperado pelo mercado. 

Com isso, no acumulado de 12 meses, o IPCA teve alta de 8,89%, bem acima do teto da meta do governo de 6,5%. O resultado do mês passado mostrou avanço de 8,47% em 12 meses, chegando ao mais elevado índice acumulado em 12 meses desde dezembro de 2003 (9,30%). Em junho de 2014 o IPCA havia registrado taxa de 0,40%. Desta forma, os juros futuros registram queda – também refletindo a expectativa de que o fim do ciclo de alta de juros.