Derivativos

Ibovespa Futuro cai em meio a preocupações com possibilidade de adiamento da reforma; dólar sobe

Mercado se descola do exterior e mostra preocupação do investidor após a leitura do relatório ontem

SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro tem queda nesta quarta-feira (3) com investidores cautelosos por conta das indefinições sobre a reforma da Previdência. A votação do projeto na Comissão Especial da Câmara dos Deputados deve ocorrer hoje, mas não se pode descartar mais um adiamento. 

Lá fora, os futuros dos índices norte-americanos sobem na véspera do feriado de 4 de julho, o mais importante do país. Saíram os dados de emprego do ADP, mostrando uma criação de 102 mil vagas no setor privado da maior economia do mundo em junho. A estimativa mediana dos economistas era de geração de 140 mil empregos. O Relatório de Emprego dos EUA oficial de junho sai na sexta-feira (5). 

Às 09h09 (horário de Brasília), o contrato futuro do Ibovespa para agosto caía 0,61% a 100.590 pontos, enquanto o dólar futuro com o mesmo vencimento sobe 0,47% a R$ 3,872. 

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2021 avança quatro pontos-base a 5,88%, ao passo que o DI para janeiro de 2023 registra ganhos de três pontos-base a 6,68%.

Ontem, líderes do centrão disseram que ficaram “pontas soltas” no relatório final lido pelo deputado Samuel Moreira (PSDB-SP). Além disso, embora os “rebeldes” do PSL tenham aceitado não apresentar destaques ao texto, querem tentar ainda incluir condições especiais para a aposentadoria de policiais e outras carreiras ligadas à segurança. 

O presidente da comissão, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), marcou para as 11h00 desta quarta-feira uma reunião com os coordenadores das bancadas, quando deve ser definhada uma data para a votação do relatório – o que poderia ser ainda hoje ou amanhã, afirmou Ramos.

Apesar de deixar Estados e municípios de fora do texto, os ajustes feitos, como o aumento da alíquota de CSLL para bancos de 15% para 20% e a retomada da possibilidade de cobrança de contribuições extraordinárias aos servidores públicos, elevaram a economia prevista para os próximos dez anos de R$ 913,5 bilhões para R$ 1,071 trilhão – cifra mais próxima da desejada pelo ministro Paulo Guedes.

Notícias corporativas

O jornal Valor Econômico destaca que, com o aumento no preço do diesel anunciado na segunda-feira, a Petrobras se aproximou da paridade internacional do produto, após a recente escalada na cotação da commodity. A expectativa, agora, se volta a possíveis reajustes na gasolina, que está há três semanas sem aumentos e opera, atualmente, com defasagem sobre os preços internacionais.

A Petrobras também encaminhou à CVM o pedido de oferta de distribuição secundária de 291,3 milhões de ações ordinárias da BR Distribuidora. Com base no preço do papel em 1 de julho, a oferta poderá movimentar cerca de R$ 7,14 bilhões. O preço por ação será definido em processo de bookbuilding, previsto para ser encerrado dia 23 de julho.

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Para tentar liberar R$ 3,7 bilhões do seu caixa, bloqueados por decisão da Justiça de Alagoas, a Braskem está contestando o laudo técnico que a acusa de ser responsável por danos em bairros de Maceió, por conta da extração de uma mina de sal-gema, informa o Valor. Segundo o presidente da companhia, Fernando Musa, o documento é incompleto e contém informações inconsistentes.

A CPI do Senado que investiga o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho foi aprovado ontem e pede o indiciamento da empresa e outras 14 pessoas, entre elas o ex-presidente da mineradora Fábio Schvarstman. O documento sugeriu ainda três projetos que tratam de crimes ambientais, da segurança de barragens de mineração e da tributação da exploração de minérios no país.

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