Derivativos

Ibovespa Futuro cai em meio a notícias de desdobramentos da guerra comercial; dólar sobe

Mercado opera em baixa acompanhando os índices globais enquanto os investidores mantém um olho na tramitação da reforma da Previdência no Senado

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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em queda nesta sexta-feira (9) seguindo as bolsas mundiais, que recuam com o ressurgimento de temores sobre a guerra comercial.

Apesar de o Banco do Povo da China (PBoC) ter novamente fixado a referência do câmbio em nível acima do esperado – 7,0136 yuans por dólar – as notícias de que os Estados Unidos estão segurando licenças à Huawei à medida que a China suspende a compra de grãos, reacende as preocupações globais. 

Às 9h05 (horário de Brasília) o contrato futuro do Ibovespa para agosto caía 0,55% a 103.910 pontos. Já o dólar futuro com vencimento em setembro sobe 0,34% a R$ 3,9405. 

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No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2021 caía um ponto-base a 5,40% e o DI para janeiro de 2023 registrava ganhos de um ponto-base a 6,35%.

Por aqui, o relator da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no Senado, Tasso Jereissati (PSDB), evitou confirmar que o texto aprovado na Câmara dos Deputados teria maioria no plenário do Senado, mas comentou que o “ânimo é francamente pró”.

Já a presidente da CCJ, Simone Tebet (MDB-MS), avalia, no seu “achismo”, que haveria 49 votos pró-reforma dentro do Senado – o mínimo necessário para aprovação.

Noticiário Corporativo

O Valor Econômico traz entrevista com ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque em que garante que o governo vai perder o controle da Eletrobras.

Segundo a publicação, essa é a primeira vez que o ministro reconheceu que a capitalização será acompanhada de perda de posição majoritária da União. O desenho da privatização, ainda em segredo, terá sete etapas, envolvendo Congresso, Tribunal de Contas da União e, por fim, a capitalização.

A Rede D’Or São Luiz anunciou a compra de cerca de 10% das ações ordinárias da Qualicorp, pertencentes ao fundador da companhia, José Seripieri Filho, mais conhecido como Júnior.

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Até a conclusão da operação, o executivo permanecerá como CEO e membro do conselho da companhia. Depois disso, deixará a administração da Qualicorp e seguirá, como acionista indireto, detendo ações representativas de cerca de 9,9% do capital da empresa.

Entre os balanços divulgados destaque para a B3, que registrou um lucro líquido atribuído aos acionistas de R$ 654,8 milhões no segundo trimestre, uma queda de 9,6% em relação ao mesmo período do ano passado. A queda ocorreu por conta das despesas relacionadas à alta do preço da ação, com encargos sociais, trabalhistas e provisões.

Já a produtora de celulose Suzano teve lucro líquido de R$ 700 milhões no segundo trimestre, revertendo o prejuízo de mais de R$ 2 bilhões de um ano antes. Além do balanço, a Suzano divulgou uma redução em sua projeção de investimento em 2019, que passou de R$ 6,4 bilhões para R$ 5,9 bilhões.

Confira mais resultados: Burger King teve prejuízo de R$ 600 mil no segundo trimestre, revertendo lucro de R$ 8,6 milhões do mesmo período do ano passado. Já CVC teve prejuízo por conta da crise da Avianca, mas no resultado ajustado teve lucro 16,9% maior, a R$ 41,1 milhões.

Entre as concessionárias, a CCR registrou lucro líquido de R$ 347,7 milhões, alta de 25,1% sobre o mesmo período de 2018. A Triunfo, por sua vez, teve uma piora de 155% no prejuízo, que subiu a R$ 103 milhões.

Entre as construtoras, a MRV teve lucro de R$ 190 milhões (+15%); Cyrela lucrou R$ 114 milhões, revertendo prejuízo de R$ 28 milhões um ano antes; enquanto a Tecnisa viu seu prejuízo subir 67,9%, para R$ 144,140 milhões, e a Tenda ampliar em 41% seu lucro, para R$ 73 milhões.

No varejo, o prejuízo da Marisa recuou 23,6%, para R$ 28,282 milhões; a Lojas Americanas teve lucro de R$ 112,7 milhões (+4,3 vezes); enquanto a B2W viu seu prejuízo aumentar 15,1%, para R$ 127,6 milhões.

Por fim, a BR Malls registrou lucro liquido ajustado de R$ 148,9 milhões, alta de 17,7%.

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