EXPERT ESG Especialistas falam do potencial transformador que os investidores institucionais podem ter nas empresas ao cobrar por práticas ESG

Especialistas falam do potencial transformador que os investidores institucionais podem ter nas empresas ao cobrar por práticas ESG

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Ibovespa Futuro opera entre perdas e ganhos com investidores atentos a política e relação EUA-China; dólar sobe a R$ 5,23

Pré-market mostra perdas diante da piora nas relações entre as duas maiores economias do mundo

(Shutterstock)

SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro opera entre perdas e ganhos nesta sexta-feira (24) com os investidores pesando de um lado o ânimo pela trégua no cenário político doméstico e de outro a piora no ambiente geopolítico.

Hoje, o governo chinês ordenou que o consulado americano em Chengdu cesse operações, em uma retaliação ao fechamento do consulado chinês em Houston, no Texas. O aumento na tensão entre Estados Unidos e China ocorre conforme se aproximam as eleições presidenciais americanas.

A disputa entre os dois países pode tornar ainda mais difícil a recuperação da economia americana, que tenta lidar com o avanço do contágio da Covid-19.

Já no Brasil, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu na véspera o diálogo e a união de forças com o governo. Ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes, Maia afirmou que apoia as pautas que o Planalto considera como prioritárias para melhorar o ambiente de negócios no País e que, segundo o presidente da Câmara, serão votadas a partir de agosto.

Neste cenário, as discussões sobre a reforma tributária ganham força. O senador Roberto Rocha (PSDB-MA), presidente da comissão mista da reforma tributária, afirmou que aceita discutir a recriação de um imposto nos moldes da CPMF, mas apenas se a incidência for limitado a pessoas jurídicas.

Às 09h28 (horário de Brasília) o contrato futuro do Ibovespa para agosto subia 0,11% a 102.575 pontos.

Enquanto isso, o dólar comercial sobe 0,45%, a R$ 5,235 na compra e R$ 5,237 na venda. O dólar futuro para agosto registra ganhos de 0,41% a R$ 5,234.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 cai sete pontos-base a 2,89%, o DI para janeiro de 2023 tem queda de sete pontos-base a 3,97% e o DI para janeiro de 2025 recua três pontos-base a 5,52%. Os DIs registram perdas por conta do dado de inflação divulgado hoje.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – Base 15 (IPCA-15) subiu 0,30% em entre os dias 16 de junho e 15 de julho na comparação com o período anterior. O número foi menor que o esperado pelos economistas, de acordo com a mediana das projeções compiladas no consenso Bloomberg, que apontava para aceleração a 0,52%.

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A atividade empresarial da zona do euro voltou a crescer em julho conforme mais partes da economia que haviam sido fechadas devido ao coronavírus reabrem. O PMI Composto preliminar do IHS Markit subiu a 54,8 em julho de 48,5 em junho, nível mais alto desde meados de 2018 e bem acima da expectativa de 51,1 em pesquisa da Reuters.

Radar Político

O senador Roberto Rocha (PSDB-MA), presidente da comissão mista da reforma tributária, afirmou que aceita discutir a recriação de um imposto nos moldes da CPMF, mas apenas se a incidência for limitada a pessoas jurídicas, segundo reportagem do jornal “Folha de S.Paulo”.

A equipe econômica quer que o imposto substitua a tributação sobre os salários, o que alcança cerca de R$ 260 bilhões por ano. Para Rocha, se haverá a desoneração de empresas de um lado, é possível aumentar a cobrança a elas.

O senador estima que o relatório do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) possa ser votado na primeira semana de outubro.

Já o presidente Jair Bolsonaro descartou na véspera a possibilidade de reoneração da cesta básica: “Tinha estudo da equipe econômica, queriam reonerar os produtos da cesta básica. Eu falei não. Desemprego, informais perderam o emprego e nós vamos falar em reonerar os produtos da cesta básica? Não. Tem coisas lá que você pode reonerar, agora tem outras coisas que sem comentários: óleo, arroz, feijão, açúcar…”

Mercado imobiliário

Os lançamentos de unidades imobiliárias caíram 50% no primeiro semestre do ano, para apenas 10 mil. Já as vendas de unidades totalizaram 16,8 mil, um 14% em relação aos primeiros seis meses de 2019, segundo reportagem do jornal “Folha de S.Paulo”. A comparação indica que as construtoras estão reduzindo os seus estoques.

Nas contas do Secovi-SP (sindicato da habitação), as medidas de restrição de circulação causaram o adiamento de R$ 8 bilhões em lançamentos.

Ainda segundo a associação, a grande parte das compras atuais são habitação econômica como primeiro imóvel, principalmente Minha Casa, Minha Vida.

Radar corporativo

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A elétrica Eneva informou na quinta-feira à noite que fará uma proposta para incorporar a AES Tietê por cerca de R$ 7,5 bilhões, em uma operação que envolveria dinheiro e ações. Para isso, no entanto, dependeria de apoio do BNDESPar, que colocou à venda sua fatia de 28,4% na AES. No entanto, segundo o jornal “Valor Econômico”, o BNDES deve rejeitar a proposta da Eneva.

O motivo para a negativa é a participação elevada do pagamento em ações. Além disso, a AES Corp também faria uma proposta ao BNDES.

Já o Banco do Brasil apresentou um agravo ao Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo para a corte rever a proibição imposta sobre parte da publicidade da instituição financeira na internet. Segundo o jornal “Folha de S.Paulo”, o banco alega que perdeu mais da metade dos cerca de 100 milhões de acessos que tinha ao mês.

A limitação foi colocada após a revelação de que um site que propaga fake news disfarçadas de notícias elogiosas a Jair Bolsonaro recebia verba estatal. O TCU proibiu a veiculação de publicidade em sites com menos de dez anos —exceto vinculados à mídia de radiodifusão.

E nesse início da temporada de balanços, a Hypera divulga seus resultados do segundo trimestre após o fechamento dos mercados.

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