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Ibovespa Futuro cai em linha com exterior; Petrobras e ata do Copom no radar

Expectativas desancoradas demandam aperto maior e por mais tempo nos juros, diz BC

Felipe Moreira

Ativos mencionados na matéria

Painel na B3, em São Paulo, Brasil, em 17 de dezembro (Bloomberg)
Painel na B3, em São Paulo, Brasil, em 17 de dezembro (Bloomberg)

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O Ibovespa Futuro opera em leve baixa nas primeiras negociações desta terça-feira (13), à medida que a euforia inicial com a trégua comercial entre os Estados Unidos e a China dava espaço à persistente preocupação entre os investidores sobre o impacto do impasse na economia global. Às 09h10 (horário de Brasília), o Ibovespa Futuro com vencimento em junho tinha desvalorização de 0,17%, cotado aos 138.395 pontos.

Na seara nacional, investidores digerem a ata da mais recente reunião de política monetária do Banco Central e os resultados da Petrobras, enquanto agaurdam uma série de resultados no fim do dia.

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A diretoria do Banco Central avalia que, em um ambiente de expectativas de mercado desancoradas, é necessária uma restrição monetária maior e por mais tempo do que o apropriado em outro momento, mostrou nesta terça-feira a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

Já a Petrobras (PETR4) realiza teleconferências com analistas, às 11h45, e com jornalistas, às 15h, depois de divulgar na véspera lucro líquido de R$ 35,21 bilhões no primeiro trimestre, alta de 48,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Enquanto isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue em Pequim para a reunião do Fórum Celac-China. O presidente chinês, Xi Jinping, prometeu nesta terça-feira aumentar a presença da China na América Latina e no Caribe com uma nova linha de crédito de US$9 bilhões e novos investimentos em infraestrutura.

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Em Wall Street, o Dow Jones Futuro operava com queda de 0,52%, S&P500 tinha desvalorização 0,15% e Nasdaq Futuro caía 0,04%.

Ibovespa, dólar e mercado externo

O dólar à vista operava em baixa de 0,26%, aos R$ 5,671 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,10%, aos 5.692 pontos.

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam de forma mista, estabelecendo um tom mais pessimista, já que ainda há dúvidas sobre o que poderá acontecer após a pausa de 90 dias.

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As bolsas europeias abriram em alta nesta terça-feira, ampliando os ganhos da véspera após o anúncio de uma trégua de 90 dias entre Washington e Pequim para reduzir tarifas, o que elevou as expectativas de um possível recuo na escalada da guerra comercial.

Entre os destaques corporativos, as ações da Bayer avançaram 11% após a empresa superar as projeções de lucro e receita no trimestre.

Os preços do petróleo caíram, após uma máxima de duas semanas, pressionados por preocupações sobre o aumento da oferta, apesar do otimismo anterior sobre a pausa na guerra comercial entre EUA e China, depois que ambos os países cortaram temporariamente as tarifas.

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As cotações do minério de ferro na China atingiram máxima de mais de 2 semanas com trégua comercial entre China e EUA, mas cautela limitou ganhos.

(Com Reuters)