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Ibovespa Futuro cai com temor renovado sobre desaceleração global; dólar sobe atento ao BC

Inversão na curva de juros dos EUA volta a gerar temor nos mercados; Brasil fica de olho nas falas do BC

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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em queda nesta quarta-feira (28) acompanhando o exterior, de olho nos desdobramentos da guerra comercial. 

O otimismo registrado no começo da semana, a partir dos comentários conciliadores de Donald Trump sobre a China, acabou sendo substituído pelo maior ceticismo de que os EUA e a China podem superar suas diferenças, o que impacta as perspectivas para a economia global como um todo. 

No exterior, a principal culpada pela piora nas bolsas norte-americanas na tarde de ontem foi a inversão na curva se juros dos títulos da dívida pública dos EUA. O spread entre o rendimento dos títulos de 10 anos para os de dois anos caiu para -5 pontos-base pela primeira vez desde 2007.

O movimento se prolonga nesta sessão, com o mercado continuando a monitorar o desempenho dos treasuries em busca de sinais de expectativa de recessão na maior economia do mundo.  

Às 9h09 (horário de Brasília), o contrato futuro do Ibovespa para outubro tinha queda de 0,60% a 97.240 pontos, enquanto o dólar futuro para setembro subia 0,40% a R$ 4,144.

Ao mesmo tempo, os principais contratos de juros futuros registram uma nova sessão de alta: os de vencimento para janeiro de 2021 tinham ganhos de 7 pontos-base, para 5,64%, e para janeiro de 2023 subiam 8 pontos-base, a 6,72%, seguindo a alta da véspera em meio ao debate sobre a atuação do Banco Central. 

Ontem, o BC fez uma inesperada venda de dólares à vista ontem sem swaps reversos. Para alguns economistas, a autoridade monetária resolveu vender spot sem o swap reverso porque assim teria maior eficácia em barrar a alta do dólar.

Por outro lado, outra análise é que o BC não visa o preço, e sim a venda de reserva, em linha com a sinalização já dada por Guedes. Neste sentido, os investidores ficam de olho na participação do presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto, às 10h, em evento hoje. 

Vale destacar ainda que a reforma da Previdência volta ao radar após meses em que imperou o cenário externo. Às 11h (horário de Brasília), o relator da reforma na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Tasso Jereissati, faz a leitura do seu parecer.

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Embora tenha prometido uma economia maior, o texto de Tasso mudou pontos considerados importantes pela equipe econômica do governo, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a pensão por morte.

Voltando ao exterior, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, anunciou hoje que pediu à rainha Elizabeth II permissão para fechar o Parlamento por várias semanas antes de 31 de outubro, data final para o chamado Brexit, processo para a retirada do país da União Europeia. A iniciativa de Johnson torna mais difícil que parlamentares consigam aprovar leis que evitem um Brexit sem acordo.

Noticiário Corporativo

Em meio às tentativas de recuperação das operações da Oi, duas alternativas vêm sendo discutidas, segundo o jornal O Globo. Uma é a venda total para um novo investidor ou o fatiamento em operações regionais. Segundo a publicação, entre os interessados estariam Vivo, Claro, TIM, além da americana AT&T e empresas chinesas de telecomunicação.

Já o relator do novo marco legal do saneamento na Câmara, Geninho Zuliani (DEM-SP), propôs ontem a realização de nove audiências públicas na Comissão Especial, instalada na semana passada, sendo a primeira na próxima terça-feira (3). Zuliani pretende apresentar seu relatório na primeira quinzena de outubro, para que a votação possa acontecer na segunda metade do mês.

A JBS, por sua vez,  informou que a Pilgrim´s Pride Corporation, sua controlada, fechou a compra da Tulip Company, líder na produção de carne suína e alimentos preparados com operações no Reino Unido, em uma transação avaliando a Tulip em £290 milhões (ou aproximadamente US$354 milhões).

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(Com Agência Estado)

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