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Ibovespa Futuro cai com repercussão de balanços e seguindo o exterior, em meio à corrida pelo controle do Congresso nos EUA

Investidores também estão de olho nos desdobramentos da ida do presidente eleito Lula a Brasília

Felipe Moreira

B3  Bovespa  Bolsa de Valores de São Paulo  (Germano Lüders/InfoMoney)
B3 Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo (Germano Lüders/InfoMoney)

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O Ibovespa Futuro opera em baixa nos primeiros negócios desta quarta-feira (9), em linha com o pré-mercado dos Estados Unidos, enquanto investidores acompanham a apuração das eleições de meio de mandato do Congresso americano e temporada de resultados no Brasil.

As primeiras apurações destacam a vantagem dos Republicanos na Câmara, mas o Senado permanece indefinido e com uma disputa bastante acirrada.

Um governo dividido, com um democrata na Casa Branca, tem sido historicamente favorável aos mercados de ações, uma vez que abre o caminho para a impasses partidários nas mudanças políticas controversas, tais como o limite da dívida federal.

No cenário local, o novo governo anunciou ontem os nomes que farão parte da equipe econômica de transição, com economistas de perfil diverso. A expectativa agora recai sobre a apresentação da PEC da transição, que segundo os jornais deve propor um aumento de até R$ 175 bilhões de despesas além do teto de gastos.

O índice também repercute a temporada de balanços. Cabe destacar o Bradesco, cujos ADRs recuam quase 10% após resultados abaixo das expectativas. 

Em indicadores, o volume de vendas do comércio varejista no Brasil avançou 1,1% em setembro na comparação com agosto, bem acima do consenso de mercado, que esperava alta de 0,2%.

Às 9h24 (horário de Brasília), o contrato para dezembro tinha baixa de 1,36%, aos 116.210 pontos.

Acompanhe os destaques do mercado ao vivo

Em Wall Street, Dow Jones Futuro caía 0,35%, S&P Futuro recuava 0,30% e Nasdaq Futuro com baixa de 0,31%.

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No câmbio, o dólar comercial operava com alta de 0,96%, cotado a R$ 5,193 na compra e R$ 5,194 na venda, apagando parte das perdas registradas na véspera. Já o dólar futuro para dezembro subia de 0,81%, a R$ 5,216.

Em relação a curva de juros, os contratos futuros operam em alta. O DIF23 (janeiro para 2023) opera estável, a 13,67%; DIF25, +0,03 pp, a 12,05%; DIF27, +0,06 pp, a 11,92%; e DIF29, +0,07, a 12,03%.

Exterior

Os mercados europeus também operam sem direção definida nesta quarta, com investidores da região aguardando definições sobre as eleições de meio de mandato dos EUA.

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No campo corporativo, os resultados trimestrais continuam a ser um dos principais impulsionadores dos preços das ações na Europa.

As ações da farmacêutica alemã Evotec caíram mais de 11% após seus resultados, enquanto os papéis da Smiths Group sobem 5% depois que a empresa de engenharia britânica registrou um aumento de 13% na receita orgânica.

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam sem direção definida, enquanto investidores digeriam os resultados das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos e índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da China caíram pela primeira vez em outubro desde dezembro de 2020.

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No câmbio, o yuan chinês registrou seu melhor dia em dois anos na sexta-feira e manteve a maioria desses ganhos desde então, mas recuou na terça-feira, sendo negociado a 7,2553 em relação ao dólar, à medida que novos surtos de Covid-19 diminuíram parte do otimismo.

Os preços do contratos de minério de ferro mantêm tendência de alta e sobem pelo sétimo pregão seguido, apesar de preocupações com o aumento dos novos casos de Covid-19 em algumas cidades chinesas e com a fraca demanda por aço.

Os preços da commodity mantêm alta depois que o órgão autorregulador do mercado interbancário da China disse na terça-feira que expandirá o financiamento de títulos para empresas privadas, incluindo desenvolvedores imobiliários, com apoio do banco central.