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Ibovespa Futuro reduz perdas após dado de emprego dos EUA, mas disputa entre Trump e China continua a pesar

Pré-market mostra perdas diante da piora no noticiário geopolítico

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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro reduz perdas nesta sexta-feira (7) depois do Relatório de Emprego dos Estados Unidos mostrar dados melhores que os esperados, contrariando as preocupações que se instalaram depois do ADP da última quarta-feira (5).

Contudo, o índice segue registrando baixa em meio aos ataques do presidente americano Donald Trump a empresas chinesas. Trump assinou ordens executivas proibindo os residentes dos EUA de realizarem negócios com os proprietários dos aplicativos WeChat e TikTok. O banimento é válido por 45 dias e foi feito com a justificativa de que os dados pessoais dos americanos estão expostos.

Por aqui, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve alta de 0,36% em julho na comparação mensal, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A expectativa mediana dos economistas compilada no consenso Bloomberg era de alta de 0,35% na base de comparação mensal e de 2,30% na comparação anual.

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Às 09h41 (horário de Brasília) o contrato futuro do Ibovespa para agosto cai 0,65% a 103.175 pontos.

Enquanto isso, o dólar comercial sobe 0,47% a R$ 5,367 na compra e a R$ 5,368 na venda. Já o dólar futuro para setembro tem alta de 0,31% a R$ 5,355.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 opera estável a 2,56%, o DI para janeiro de 2023 tem variação negativa de um ponto-base a 3,61% e o DI para janeiro de 2025 avança três ponto-base a 5,26%.

Além do conflito geopolítico, os investidores estão de olho nos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que serão divulgados nesta manhã.

Entre os indicadores econômicos da Ásia, o saldo comercial da China sobe inesperadamente em julho para US$ 62 bilhões, após surpresas com alta das exportações e queda das importações. As exportações da China aumentaram em julho com fortalecimento da demanda global e embarques aos EUA.

A semana também chega ao fim sem um acordo entre democratas e republicanos em relação a um novo pacote de alívio para a economia americana, que sente os efeitos da pandemia do novo coronavírus.

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E no Brasil, a temporada de balanços vai mostrando como a pandemia da Covid-19 afetou as empresas. A construtora Tenda registrou recuo de 45% no lucro e a Multiplan, de 39%. Já a Valid apresentou prejuízo.

O setor bancário deve repercutir o projeto de lei aprovado pelo Senado que estabelece um teto para taxas de juros de cheque especial e cartão de crédito enquanto durar o estado de calamidade pública imposto pela pandemia.

Auxílio emergencial

O secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, admitiu a possibilidade de o governo estender novamente a duração do auxílio emergencial. Segundo ele, essa decisão será política e dependerá da situação da economia e a discussão deve ocorrer ainda neste mês.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, defende desde o começo do programa que o valor concedido seja de R$ 200, mas a tese foi vencida após pressões do Congresso e quantia subiu para R$ 600. Na equipe econômica, a sugestão é de novamente cortar o valor do benefício.

Reeleição no Senado

A possibilidade de reeleição dos presidentes da Câmara e do Senado, hoje proibida, pode ser avaliada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), segundo reportagem do jornal “Folha de S.Paulo”.

A estratégia em andamento é fazer com que o STF considere que dentro de uma mesma legislatura seja aplicado o entendimento que permitiu a reeleição para presidente da República, ou seja, que seja autorizado um segundo mandato consecutivo.

Radar corporativo

E na sequência da temporada de balanços, a construtora Tenda registrou um lucro líquido de R$ 40,3 milhões no segundo trimestre do ano, um recuo de 45% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O mesmo ocorreu com a administradora de shoppings Multiplan, que viu o lucro cair 39% no comparativo anual, para R$ 70,8 milhões.

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Já a Valid registrou prejuízo de R$ 148,1 milhões entre abril e junho de 2020, ante um lucro de R$ 6,3 milhões no segundo trimestre de 2019.

O setor bancário deve continuar sob pressão após o Senado aprovar o projeto de lei que estabelece um teto para taxas de juros de cheque especial e cartão de crédito enquanto durar o estado de calamidade pública por conta da pandemia da Covid-19.

O projeto, que segue agora para a Câmara dos Deputados, limita os juros para o crédito rotativo do cartão de crédito e todas as demais modalidades de crédito ofertadas por meio de cartões de crédito e da linha de crédito do cheque especial a 30% ao ano durante o estado de calamidade pública.

No caso das sociedades de crédito financiamento e investimento e as sociedades de crédito direto, o teto fixado pelo texto é de 35% ao ano. Contudo, conforme informa o jornal O Globo, os bancos confiam que o projeto não vai vingar na Câmara, porque Rodrigo Maia é contra.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) não tem preferência sobre outros credores no plano de recuperação judicial da operadora Oi, que se arrasta desde 2016.

A Oi deve à Anatel mais de R$ 11 bilhões relativos a multas e outras penalidades.

O STJ considerou que os créditos reivindicados pela Anatel têm natureza administrativa e, portanto, não podem ter o tratamento prioritário destinado aos créditos tributários.

A varejista de material de construção Quero-Quero levantou R$ 2,2 bilhões em sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). O preço da ação foi fixado em R$ 12,65, no centro da faixa indicativa de 11,30 a 14 por ação, segundo informações publicadas no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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Foram vendidas 154.300.318 ações pela gestora norte-americana de fundos de private equity Advent International é vendedora na oferta secundária. Na primária, em que os recursos vão para o caixa, a oferta foi de 22.123.894 ações.

Também foi finalizado o IPO da d100, braço no varejo farmacêutico da Profarma. A companhia levantou cerca de R$ 400 milhões que serão investidos na expansão da rede.

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