Abertura

Ibovespa Futuro cai com exterior em meio a preocupações de reaceleração do coronavírus, mas reduz perdas com petróleo

Pré-market opera com perdas diante do maior número de infecções na Alemanha e ressurgimento da doença na Coreia do Sul

(Shutterstock)
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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro opera em queda nesta segunda-feira (11), mas já reduz as perdas diante da alta do petróleo, que se deu após a Arábia Saudita informar que irá promover cortes adicionais na produção para impedir uma desvalorização maior no preço da commodity. O barril do Brent sobe 0,87% a US$ 31,24 e o barril do WTI tem alta de 1,98% a US$ 25,23.

As bolsas internacionais, contudo, seguem em baixa em meio a preocupações de que o coronavírus ressurja em países como a Coreia do Sul, algo que prejudica os planos de reabertura econômica mesmo dos países que já passaram pelo pico da pandemia. Na Alemanha, a disseminação da Covid-19 voltou a se acelerar e ontem foram registrados 667 novos casos.

Apesar disso, na Grã-Bretanha, funcionários que não podem trabalhar em home office foram instruídos a voltar hoje às empresas, mas evitando, se possível, o transporte público. As viagens de carro passaram a ser permitidas entre cidades. As escolas só reabrirão em 1º de junho. Na França, as medidas de reabertura são mais ousadas, com a maioria do comércio e dos serviços, como as barbearias, reabrindo hoje, informa a CNBC.

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Por aqui, o mercado aguarda a confirmação do veto presidencial à ampliação das categorias de servidores públicos que continuarão a receber reajustes de salários apesar da crise. A medida foi aprovada no Congresso como contrapartida à ajuda do governo aos estados.

Às 09h32 (horário de Brasília) o contrato futuro do Ibovespa para junho caía 0,95% a 79.845 pontos. Já o dólar futuro para o mesmo mês tinha alta de 0,86% a R$ 5,80. O dólar comercial, por sua vez, sobe 0,76%, a R$ 5,782 na compra e R$ 5,784 na venda.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 sobe cinco pontos-base a 3,29%, o DI para janeiro de 2023 avança sete pontos-base a 4,48% e o DI para janeiro de 2025 tem alta de sete pontos-base a 6,47%.

Entre os indicadores, o Relatório Focus do Banco Central mostrou que os economistas do mercado financeiro agora esperam uma contração de 4,11% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2020. Na semana passada, a projeção era de uma queda de 3,76%. Já para 2021, as expectativas foram mantidas em crescimento de 3,2%.

A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), por sua vez, foi reduzida de 1,97% para 1,76% em 2020 e cortada também de 3,3% para 3,25% em 2021.

Também destaca-se no Focus a manutenção das estimativas para o dólar em R$ 5,00 para 2020 e elevação de R$ 4,75 para R$ 4,83 para 2021. Por fim, a expectativa para a taxa básica de juros, Selic, caiu de 2,75% para 2,50% ao ano em 2020 e de 3,75% para 3,50% ao ano em 2021.

Política

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A semana será decisiva para que a Procuradoria Geral da República defina se denunciará ou não o presidente Jair Bolsonaro por corrupção passiva privilegiada, obstrução da Justiça e advocacia administrativa, informa o jornal Folha de S. Paulo. O presidente é investigado por tentativa de interferência na autonomia da Polícia Federal.

O inquérito que investiga as acusações do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, tomará depoimentos de Alexandre Ramagem, que Bolsonaro tentou levar para o comando da PF; três ministros de Estado; seis delegados; e uma deputada federal que trocou mensagens de aplicativo com Moro. Além disto, o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF) pode decidir pela divulgação de um vídeo polêmico de uma reunião ministerial, na qual o presidente teria ameaçado Moro de demissão se o então ministro não trocasse a cúpula da Polícia Federal.

Em caso de denúncia formal pela PGR, a Câmara dos Deputados deverá votar pelo prosseguimento ou não das investigações. Se votar pelo prosseguimento, o presidente deve ser afastado do cargo por até 180 dias. Questionado ontem sobre um possível, embora ainda improvável, impeachment, o presidente disse que só sairá do cargo em 1º de janeiro de 2027.

Atenção ainda para a expectativa pela possível confirmação do veto presidencial à ampliação das categorias de servidores isentos da proibição de reajustes como contrapartida à ajuda aos estados, que pode sair hoje segundo os jornais.

Pandemia 

Em São Paulo, começa nesta segunda-feira um rodízio de veículos, no qual em dias ímpares, só podem circular automóveis com placas ímpares, e nos dias pares, só carros com chapas pares. A medida do prefeito Bruno Covas (PSDB) é mais uma tentativa para aumentar o isolamento social e conter o alastramento da epidemia da Covid-19.

No Rio de Janeiro, estudo mostrou que o coronavírus já chegou a 93% dos municípios do Estado, muito acima da média de São Paulo (62%) e Minas Gerais (25%), informa o jornal O Globo. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) recomenda o lockdown para o Estado. Na manhã de hoje, o Brasil tinha 162.699 casos confirmados e 11.123 mortes pela Covid-19.

Noticiário corporativo 

A BRF informou que teve prejuízo de R$ 38 milhões no 1º trimestre deste ano. A empresa pagou R$ 204 milhões para encerrar uma ação judicial nos Estados Unidos e sofreu os efeitos da variação cambial no período, o que afetou a lucratividade. Mesmo com os efeitos adversos, a empresa teve expansão de 21% na receita líquida, para R$ 8,9 bilhões. Apesar da epidemia da Covid-19, a BRF aumentou as exportações de carnes de aves para a China e a Turquia. Enquanto isso, a M.Dias Branco lucrou R$ 137 milhões no primeiro trimestre de 2020.

Já o Grupo Notre Dame Intermédica (GNDI) comunicou que encerrou seu programa de recompra de ações, após ter comprado na B3 pouco mais de 3,3 milhões de ações ordinárias. A Centauro, por sua vez, prepara follow-on de cerca de R$ 500 milhões, segundo o Valor.

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(Com Agência Brasil e Agência Estado)

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