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Ibovespa Futuro cai com exterior e queda das commodities em semana cheia de dados

As ações globais caíam nesta segunda, à medida que uma liquidação repentina e maciça de metais preciosos forçou investidores a se desfazerem de outros ativos para cobrir possíveis perdas

Felipe Moreira

Painéis eletrônicos na B3, em São Paulo - 10/07/2025 (Foto: REUTERS/Alexandre Meneghini)
Painéis eletrônicos na B3, em São Paulo - 10/07/2025 (Foto: REUTERS/Alexandre Meneghini)

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O Ibovespa Futuro opera em baixa nesta segunda-feira (2), acompanhando aos ajustes vistos no exterior, com investidores se preparando para uma semana cheia de balanços, decisões de bancos centrais e dados econômicos, enquanto no Brasil se iniciam tanto o ano legislativo quanto o judiciário. Às 9h03 (horário de Brasília), o contrato para fevereiro caía 0,50%, a 181.800 pontos.

As ações globais caíam nesta segunda-feira, à medida que uma liquidação repentina e maciça de metais preciosos forçou investidores a se desfazerem de outros ativos para cobrir possíveis perdas. O petróleo recuava depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse no fim de semana, que o Irã está “conversando seriamente” com Washington.

Operadores disseram que a pressão sobre vários fundos de futuros de prata na China somou-se às perdas da semana passada, sendo ainda agravado pelo aumento das margens em vários contratos futuros pela CME, incluindo prata e ouro.

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O Banco Central Europeu e o Banco da Inglaterra se reunirão na quinta‑feira, embora não se espere que nenhum deles faça alterações na política monetária.

Entre as empresas, divulgam seus resultados nesta semana Alphabet, Amazon e AMD, com os investidores aguardando para ver se os bilhões investidos em inteligência artificial começarão a dar retorno.

No Brasil, o Superior Tribunal Federal abre o ano judiciário de 2026 às 14h, enquanto o Congresso tem sessão solene para abertura do ano legislativo às 15h. O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (2) pelo Banco Central mostrou nova queda na projeção de inflação para 2026, que recuou para 3,99%.

Em Wall Street, o Dow Jones Futuro caía 0,09%, Nasdaq Futuro recuava 0,79% e o S&P 500 Futuro tinha queda de 0,47%.

Dólar, exterior e commodities

O dólar à vista operava com alta de 0,05%, a R$ 5,251 na venda.

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam em baixa, com os índices sul-coreanos liderando as perdas, enquanto os investidores avaliavam dados privados da atividade industrial da China em janeiro, e o ouro estendeu as perdas de sexta-feira.

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O índice Kospi, Coreia do Sul, caiu mais de 5%, para 4.949,67 pontos, enquanto os futuros do Kospi 200 recuaram até 5%, levando as autoridades a suspenderem temporariamente as negociações.

Os mercados europeus operam em baixa, com as temores sobre inteligência artificial e a volatilidade dos metais preciosos afetando os mercados globais.

Os preços do petróleo operam com forte baixa, após a OPEP+ concordar em manter sua produção de petróleo inalterada para março, mesmo depois que os preços do petróleo bruto atingiram as maiores cotações em seis meses devido à preocupação de que os EUA pudessem lançar um ataque militar contra o Irã, membro da OPEP.

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As cotações do minério de ferro na China fecharam em baixa, com o aumento dos estoques chineses e a conclusão do reabastecimento das siderúrgicas, enquanto a demanda e as transações de matéria-prima devem permanecer lentas antes do Ano Novo Lunar.

O ouro e a prata à vista, considerados ativos de refúgio usados para proteção contra a volatilidade nos Estados Unidos, despencaram quase 9% e 31,4%, respectivamente, na sexta-feira. A prata registrou seu pior desempenho diário desde março de 1980, após o presidente dos EUA, Donald Trump, nomear Kevin Warsh para comandar o Federal Reserve, movimento que levou investidores a reagirem com alívio.

As perdas continuaram nesta segunda-feira. O ouro recuava cerca de 8%, enquanto a prata acumulava queda aproximada de 10,5%.

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(Com Reuters e Bloomberg)