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Ibovespa Futuro cai com dados de inflação, Haddad e cenário eleitoral no radar

Em nova pesquisa, Flávio encosta em Lula e aparece à frente no 2º turno

Felipe Moreira

Foto: Jonathas Costa / InfoMoney
Foto: Jonathas Costa / InfoMoney

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O Ibovespa Futuro opera com baixa nos primeiros negócios desta sexta-feira (27), com dados de inflação no Brasil e entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, enquanto no exterior as tensões geopolíticas e preocupações persistentes com a inteligência artificial continuavam pairando sobre os mercados. Às 9h06 (horário de Brasília), o contrato para abril recuava 1,02%, a 192.225 pontos.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,84% em fevereiro de 2026, de uma alta de 0,20% em janeiro. A expectativa em pesquisa da Reuters era de avanço mensal de 0,57% e anual de 3,82%.

Pesquisa divulgada pela Paraná Pesquisas nesta sexta aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já não aparece isolado na liderança em cenários de primeiro turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). Em dois quadros simulados, o resultado é de empate técnico dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

À tarde, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, apresentam novos investimentos na Nova Indústria Brasil em entrevista coletiva às 15h.

O dia termina com entrevista de Haddad ao podcast Flow, às 19h.

No exterior, as ações avançavam mesmo com a apreensão em torno dos gastos com IA e temores sobre o impacto da tecnologia nas empresas, além das tensões entre EUA e Irã, pesando sobre o sentimento nesta semana.

Um mediador de Omã nas negociações nucleares entre EUA e Irã fez um resumo otimista da última rodada de conversas, mas sinais de um avanço que evite possíveis ataques norte‑americanos continuavam vagos.

Em Wall Street, o Dow Jones Futuro caía 0,74%, Nasdaq Futuro recuava 0,58% e o S&P 500 Futuro tinha queda de 0,56%.

Dólar, exterior e commodities

O dólar futuro para março — atualmente o mais líquido no Brasil — subia 0,21%, R$ 5,148.

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Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam sem direção única, após as ações americanas recuarem durante a noite, com as ações da Nvidia despencando apesar de ter superado as expectativas de lucro trimestral.

Os mercados europeus operam majoritariamente em alta, enquanto os investidores analisavam diversos balanços corporativos e dados econômicos.

Nesta sexta-feira, entre as empresas da região que divulgam resultados estão a BASF, Swiss Re, Holcim, IAG e Amadeus.

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No campo macroeconômico, Alemanha, França e Espanha divulgam dados de inflação, além de números de desemprego na Alemanha e na França e preços de imóveis no Reino Unido.

Os preços do petróleo operam em alta, após os Estados Unidos e o Irã concordarem em realizar novas negociações nucleares na próxima semana, após uma rodada de discussões na quinta-feira, enquanto um grande destacamento de forças americanas no Oriente Médio manteve o mercado em alerta.

As cotações do minério de ferro na China fecharam em alta devido às elevadas margens portuárias para o minério transportado por via marítima, e um mercado físico apertado ofereceu suporte aos preços, embora os iminentes cortes na produção de aço e a fraca demanda por matérias-primas tenham limitado o potencial de alta.

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(Com Reuters e Bloomberg)