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Ibovespa Futuro cai com dados de economia e inflação piores que o esperado

Pré-market brasileiro contraria bolsas mundiais e fica no negativo depois da forte alta de ontem; indicadores macroeconômicos ditam o tom da manhã

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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em baixa nesta sexta-feira (19) contrariando o movimento das bolsas mundiais em um dia de leve alívio na questão grega. Por aqui, a Câmara dos Deputados adiou pela segunda vez seguida a votação do Projeto de Lei das desonerações e o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) veio abaixo do esperado pela mediana dos economistas. Além disso, o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) mostrou avanço da inflação de 0,99% no período apurado entre metade de maio e metade de junho. 

Às 9h09 (horário de Brasília), o contrato futuro do índice para agosto caía 0,50%, a 54.860 pontos. Já o dólar futuro para julho fica estável, com leve variação positiva de 0,07%, a R$ 3,073. 

O IBC-Br, conhecido por ser uma espécie de prévia do PIB (Produto Interno Bruto) caiu 0,84% em abril ante março, segundo dados dessazonalizados divulgados pelo BC nesta sexta-feira. O resultado veio bem pior do que o estimado por especialistas consultados pela Reuters, de recuo de 0,40% segundo a mediana de 24 projeções que variaram de queda de 0,10% a 1,00%.

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As expectativas para o IPCA estavam em 0,85% de alta, com as projeções da Bloomberg entre 0,48% e 0,90%. Em 12 meses, a inflação já bate 8,8% contra projeções de 8,64%. 

No noticiário corporativo, a Petrobras estaria acelerando o programa de desinvestimentos de blocos de exploração offshore e pretende completar o primeiro lote de venda nos próximos meses, disseram três fontes com conhecimento dos planos à Bloomberg. A companhia teria convidado um grupo de pequenas empresas internacionais de petróleo com experiência em projetos da área para fazer proposta de compra de algumas de suas concessões, disseram as pessoas. O formato é de uma única rodada de propostas por fase. Os interessados poderão fazer propostas por ativos específicos em vez de por um pacote inteiro. 

E, segundo a agência, a estatal está acelerando o programa de desinvestimento de blocos de exploração offshore e pretende completar o primeiro lote de venda nos próximos meses, disseram 3 pessoas com conhecimento dos planos. Os ADRs (American Depositary Receipts) da petroleira negociados no pré-market da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) caíam 0,09%, a US$ 9,68. 

Europa se recupera
Depois de repetidas quedas por causa dos temores de um default da Grécia, as bolsas europeias sobem nesta sexta com especulação de que mesmo com crise de liquidez o país não causará contágio. Já o grande destaque das bolsas mundiais hoje são os índices chineses, que caíram forte corrigindo o rali recente. 

Os ministros das Finanças da zona do euro vão realizar outra reunião em Bruxelas na segunda-feira às 10h (horário de Brasília) sobre a Grécia para preparar a cúpula de líderes da zona do euro que começa às 14h, afirmou o presidente do grupo, Jeroen Dijsselbloem.

Entre os indicadores, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da Alemanha ficou estável em maio ante abril, segundo dados publicados hoje pela agência de estatísticas do país, a Destatis. O resultado veio abaixo da expectativa de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam alta de 0,2%. Na comparação anual, o PPI alemão recuou 1,3% em maio, mais do que a queda prevista de 1,1%.

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Já na Ásia, as ações do índice Xangai despencaram mais de 6%, a 4.478 pontos, acumulando queda de mais de 9% da semana e de mais de 10% ante máxima atingida no começo de junho. A correção desta semana foi causada por novas medidas de reguladores para apertar o financiamento de margens – um importante motor por trás do rali frenético do mercado – e foi piorada por uma onda gigante de ofertas públicas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês), que aumentou muito a oferta de papéis.

No Japão, o banco central do país manteve a política monetária e sua avaliação otimista sobre a economia nesta sexta-feira, sinalizando sua convicção de que a inflação irá atingir a meta de 2% sem estímulo monetário adicional. O índice Nikkei subiu 0,92%, a 20.174 pontos. 

Como esperado, o BoJ (Bank of Japan) reiterou sua promessa de elevar a base monetária, ou dinheiro e depósitos no banco central, a um ritmo anual de 80 trilhões de ienes (US$ 648 bilhões) através de compras de títulos do governo e ativos de risco. O banco central também informou que vai reduzir o número de reuniões de política monetária para oito a cada ano, contra as atuais 14.

O Ibovespa Futuro é um bom termômetro de como será o pregão, mas nem sempre prevê adequadamente movimentos na Bolsa a partir do sino de abertura.

(Com Reuters)