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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em leve queda nesta sexta-feira (12) após superar os 58 mil pontos no fechamento de ontem, atingindo o seu maior patamar desde setembro de 2014. No campo internacional, as ações operam perto da estabilidade após dados abaixo do esperado da produção industrial e das vendas no varejo na China. Por aqui, o mercado reage novamente ao maior volume de swaps reversos ofertados pelo Banco Central e às declarações do presidente interino Michel Temer de que a apreciação cambial é um fator de preocupação. Fechando o radar, a Petrobras divulgou um lucro de R$ 370 milhões, abaixo dos R$ 2 bilhões esperados.
Às 9h21 (horário de Brasília), o contrato futuro do índice para agosto caía 0,52%, a 58.265 pontos. Já o dólar futuro para setembro tem alta de 0,70% a R$ 3,186. Entre 9h30 e 9h40, o BC fará leilão de um lote de 15.000 contratos de swap cambial reverso, no valor de US$ 750 milhões. É o segundo dia consecutivo de leilão com um volume maior de contratos, ocorrendo depois do dólar se aproximar dos R$ 3,10.
No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2018 registra ganhos de 3 pontos-base a 12,67%, ao passo que o DI para janeiro de 2022 avança 3 pontos-base a 11,93%.
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Entre as commodities, o petróleo opera em leve baixa após subir 4,5% ontem. O contrato futuro do barril do Brent recua 0,19% a US$ 46,74. Já o minério de ferro spot com 62% de pureza e entrega no porto de Qingdao teve alta de 1,70% a US$ 60,37.
Agenda no Brasil
Entre os indicadores do Brasil, destaque para o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) de junho, que teve uma alta de 0,23%, superando as previsões de estabilidade que eram projetadas pelos economistas. Na comparação anual, a queda do IBC-Br foi de 3,14%, ante estimativas de recuo de 3,7%. Em maio, o indicador que é considerado uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto), teve uma queda de 0,51%.
Temer e câmbio
O mercado também deve repercutir a oferta de 15 mil contratos de swap reverso pelo Banco Central, o que representa um aumento em relação aos 10 mil ofertados até semana passada. Em entrevista ao Valor Econômico, Michel Temer afirmou que a apreciação do real é uma preocupação. “A conclusão é que temos que manter um certo equilíbrio. Nem pode ter o dólar num patamar elevado, nem um dólar derretido. Você tem que compensar os exportadores (…). Para ter uma produção nacional mais eficiente, o dólar não pode cair demais”, afirmou.
Dados dos EUA
Hoje sai uma bateria de indicadores nos Estados Unidos. Começando pelos dados de inflação ao produtor às 9h30, para os quais a expectativa é de estabilidade em relação ao mês anterior. No mesmo horário serão divulgadas as vendas no varejo, que devem mostrar um crescimento de 0,4% em julho, contra 0,6% de avanço em junho. Depois, às 11h, sai o índice de confiança do consumidor conduzido pela universidade de Michigan. A expectativa mediana dos economistas é de alta de 90 pontos para 90,2 pontos. Por fim, também às 11h, os EUA divulgam os estoques das indústrias e dos setores de atacado e varejo, para os quais espera-se alta de 0,1%.
Destaque InfoMoney
Em destaque nesta manhã, o InfoMoney consultou quatro especialistas para tirar as dúvidas sobre a polêmica repatriação de recursos no exterior. A “lei da repatriação”, apesar do rótulo adquirido, não obriga o cidadão a trazer os recursos de volta ao País, mas apenas incentiva a regularização de ativos de origem lícita mediante a pagamento de multa e recolhimento dos impostos devidos. Como contrapartida, o cidadão é anistiado de punições que a ocultação dos valores e bens poderia implicar. A janela definida para a regularização é curta: começou em abril e se encerrará em 31 de outubro. Já as expectativas acerca da cifra que engordará os cofres públicos, variam. Recentemente, tem sido considerado um valor realista R$ 25 bilhões recuperados pela União, mas algumas dúvidas e controvérsias referentes a critérios de avaliação, cobrança entre outros aspectos presentes no texto da lei podem atrapalhar os planos do governo.
Grande destaque na temporada de balanços ficou para o resultado da Petrobras. A estatal teve um lucro líquido ajustado de R$ 370 milhões no 2° trimestre, uma queda de 30,3% em relação ao lucro de R$ 531 milhões do mesmo período do ano passado. O resultado ficou bem abaixo dos R$ 2,01 bilhões previstos pela Bloomberg, que compilou a projeção de 8 casas de análise. O balanço refletiu os efeitos não recorrentes, como uma baixa contábil de R$ 1,124 bilhão referente ao Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e R$ 1,212 bilhão em despesas com o programa de demissão voluntária da estatal. Com o resultado fraco, os ADRs (American Depositary Receipts) da Petrobras negociados no pré-market da Bolsa de Valores de Nova York caem 1,85% a US$ 8,51. Para conferir os detalhes, clique aqui.
Além da estatal, diversas outras empresas apresentaram seus balanços do segundo trimestre, com destaque para a BM&FBovespa, que registrou prejuízo líquido de R$ 114,4 milhões, ante lucro líquido de R$ 317,9 milhões no mesmo período de 2015. Já a Lojas Americanas viu seu lucro saltar quase três vezes, para R$ 50,6 milhões, enquanto a B2W teve um prejuízo 28,7% maior, a R$ 106 milhões. Entre as imobiliárias, MRV e Gafisa também divulgaram seus balanços. Confira mais detalhes clicando aqui.
Dados da China
A produção industrial chinesa subiu 6% em julho, pouco abaixo da expectativa mediana dos economistas, que era de queda de 6,2%. Já as vendas no varejo avançaram 10,2%, também abaixo do crescimento esperado, que era de 10,5%.
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Cenário externo
As bolsas europeias operam perto da estabilidade e caminham para alta semanal, enquanto as ações chinesas sobem puxadas por setor imobiliário, apesar dos dados abaixo do esperado da gigante asiática. Os dados de produção industrial, vendas no varejo e crédito na China ficaram abaixo do previsto. Já na Europa, destaque para os dados da economia do país: o PIB da Alemanha cresceu mais do que o esperado no segundo trimestre, enquanto a Itália decepcionou. O PIB da zona do euro cresceu 0,3% no segundo trimestre ante o anterior e registrou expansão anual de 1,6%, de acordo com novas estimativas da agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat. Os números confirmaram dados preliminares divulgados no fim de julho e vieram em linha com as previsões de analistas consultados pelo The Wall Street Journal. O petróleo WTI tem leve alta depois de disparar mais de 4% ontem após a Arábia Saudita sinalizar que pode discutir estabilização do mercado em conversas informais da Opep no mês que vem, enquanto o brent opera próximo da estabilidade.
O Ibovespa Futuro é um bom termômetro de como será o pregão, mas nem sempre prevê adequadamente movimentos na Bolsa a partir do sino de abertura.
Assista à programação ao vivo da InfoMoney TV:
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