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O Ibovespa Futuro opera com baixa nos primeiros negócios desta sexta-feira (6), acompanhando a nova onda de aversão ao risco diante das incertezas relacionadas ao conflito no Oriente Médio. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, por exemplo, disse à NBC News que seu país não solicitou um cessar-fogo e não tem intenção de negociar com os americanos. Às 9h02 (horário de Brasília), o contrato para abril recuava 0,72%, a 181.570 pontos.
Na véspera, a Petrobras (PETR3; PETR4) disse que registrou lucro líquido de R$15,56 bilhões no quarto trimestre, contra prejuízo líquido de R$17,04 bilhões do mesmo período de 2024, com apoio de exportações de petróleo recordes e menores despesas. A companhia realizará teleconferência com analistas sobre o resultado às 11h30 e coletiva de imprensa às 14h30.
Já a Embraer (EMBJ3) informou logo cedo que teve lucro líquido ajustado de R$832 milhões no quarto trimestre de 2025 em comparação com R$1,04 bilhão no mesmo período um ano antes.
No exterior, os investidores avaliavam os esforços dos Estados Unidos para limitar os aumentos nos preços dos combustíveis devido à guerra, o que ajudou a aliviar as preocupações do mercado sobre inflação e danos econômicos.
O Departamento do Tesouro dos EUA está avaliando medidas para limitar a alta dos preços de energia, disse uma autoridade da Casa Branca. Na quinta‑feira, os EUA concederam uma isenção temporária para permitir que a Índia compre petróleo russo.
As ações globais ainda assim caminhavam para a maior queda semanal em um ano, mas as moedas e os Treasuries também se estabilizavam antes da divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos.
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Em Wall Street, o Dow Jones Futuro recuava 0,53%, Nasdaq Futuro recuava 0,82% e o S&P 500 Futuro tinha baixa de 0,64%.
Dólar, exterior e commodities
O dólar futuro para abril — atualmente o mais líquido no Brasil — subia 0,89%, R$ 5,349.
Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam mistos, enquanto as preocupações com o petróleo em decorrência do conflito no Irã manteve os investidores apreensivos.
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O conflito no Oriente Médio já dura sete dias e continua a se ampliar. Trump incentivou as forças curdas no Iraque a lançarem ataques contra o Irã, enquanto o Azerbaijão alertou que retaliaria caso fosse alvo de mísseis iranianos.
Os preços do petróleo sobem com força, enquanto os investidores continuavam a avaliar o impacto da guerra entre os EUA e o Irã nos mercados globais de energia.
As cotações do minério de ferro na China fecharam em alta, com Pequim ampliando as restrições à compra de algumas cargas marítimas da grande fornecedora BHP, o que gerou preocupações com a oferta, superando a queda na demanda.
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(Com Reuters e Bloomberg)

