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Ibovespa Futuro cai com cenário político, exterior e rumor de tributações

Índice mantém movimento negativo da véspera sofrendo pressão das incertezas tanto aqui como no mercado internacional antes da ata do Fomc; extinção do JCP é ventilada por Levy

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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em baixa nesta quarta-feira (20) seguindo o movimento negativo do último pregão. No cenário doméstico, ontem o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) prometeu que irá votar hoje a Medida Provisória 665, que trata das mudanças nos critérios para a obtenção de benefícios trabalhistas como o seguro-desemprego. Lá fora as bolsas mundiais têm dia misto, com o Nikkei impulsionado pelo maior crescimento da economia japonesa e os índices europeus entre perdas e ganhos à espera da ata do Fomc (Federal Open Market Comittee) e da negociação da dívida da Grécia. 

Às 9h17 (horário de Brasília), o contrato futuro do Ibovespa para junho caía 0,70%, a 55.560 pontos, ao mesmo tempo em que o dólar futuro para o mesmo período caía 0,18%, a R$ 3,047. 

Também preocupa aqui no cenário nacional a possibilidade de que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, de extinguir os juros sobre capital próprio, incentivo fiscal criado em 1995 com a finalidade de impulsionar o mercado de ações. O rumor foi veiculado na coluna da jornalista Sonia Racy, do Estado de S. Paulo, e se junta à tributação de heranças e dividendos como possíveis medidas de ajuste mais à esquerda ventiladas pelo ministro. 

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Nos destaques corporativos, a Vale (VALE3VALE5) vai encerrar contratos com prestadores de serviços e provocar uma série de demissões no Espírito Santo, disse O Globo. O fim dos contratos seriam consequência de um prejuízo de US$ 3,118 bilhões no primeiro trimestre deste ano. O Sindicato dos Metalúrgicos do estado estima que pelo menos dois mil trabalhadores terceirizados serão dispensados nos próximos meses.

Também deve impactar a mineradora o fato de que o minério de ferro spot no porto de Qingdao cai 2,4%, a US$ 57,12 nesta quarta. 

Japão cresce mais do que o esperado
A maior parte dos índices acionários asiáticos recuou nesta quarta-feira após um dia misto em Wall Street, mas o crescimento econômico melhor que o estimado no Japão impulsionou o Nikkei ao maior nível em 15 anos.

A economia japonesa cresceu a uma taxa anualizada de 2,4% no período de janeiro a março. Foi o ritmo mais rápido em um ano, superando a estimativa de 1,5% em pesquisa da Reuters. 

Embora investidores tenham de maneira geral recebido bem os dados do PIB japonês, alguns alertaram que os números não indicam uma recuperação econômica sustentável. “O número cheio é bom, mas se você olhar o conteúdo com cuidado, existem pontos fracos”, disse o estrategista de investimento sênior da Mitsubishi UFJ Morgan Stanley Securities Norihiro Fujito. Ele citou, por exemplo, o fato de que os estoques cresceram, mas a alta nos investimentos de empresas ficou abaixo das expectativas.

Enquanto isso, as bolsas europeias registram leve queda, enquanto as taxas dos títulos da maioria dos países do continente sobem. O mercado fica atento à Ata do Fomc (Federal Open Market Committee) e o discurso da presidente do Fed Janet Yellen. Os investidores também seguem de olho nas negociações na Grécia. 

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 (Com Reuters)