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Ibovespa Futuro cai com cautela com situação geopolítica antes de dados dos EUA

Pesquisa Jolts e os números de emprego no setor privado da ADP preparam terreno para payroll na sexta-feira

Felipe Moreira

Painel eletrônico mostra cotações na B3 10/07/2025 REUTERS/Alexandre Meneghini
Painel eletrônico mostra cotações na B3 10/07/2025 REUTERS/Alexandre Meneghini

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O Ibovespa futuro opera em baixa nesta quarta-feira (7), após o índice à vista fechar com alta superior a 1% na véspera, com atenções voltadas para dados de emprego dos Estados Unidos, enquanto investidores voltam a mostrar cautela em relação aos últimos acontecimentos entre os Estados Unidos e a Venezuela. Às 9h04, o contrato para fevereiro caía 0,27%, a 165.845 pontos.

Embora os mercados tenham ignorado em grande parte o aumento dos riscos geopolíticos globais até o momento, os investidores mostravam cautela depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, revelou um plano para refinar e vender até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano que estavam bloqueados sob embargo norte-americano. Os preços do petróleo caíam.

Separadamente, a Casa Branca afirmou que Trump está discutindo opções para adquirir a Groenlândia, incluindo por meio de possível ação militar, apesar das objeções europeias.

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Na agenda do dia, os mercados avaliarão de perto os dados dos EUA, incluindo a pesquisa Jolts e os números de emprego no setor privado da ADP. Já o relatório mensal de emprego do governo será divulgado na sexta-feira. Outros dois cortes de juros pelo Federal Reserve neste ano estão precificados, mas qualquer surpresa nos dados pode alterar as expectativas.

Na cena nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de volta a Brasília e ante o pano de fundo da situação na Venezuela, participa de cerimônia de anúncio da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS, entre outros compromissos.

Em Wall Street, o Dow Jones Futuro subia 0,05%, Nasdaq Futuro recuava 0,22% e o S&P 500 Futuro tinha queda de 0,08%.

Dólar, exterior e commodities

O dólar à vista recuava 0,02%, a R$ 5,379 na venda. O dólar futuro opera com alta de 0,10%, a R$ 5,415.

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam majoritariamente em baixa, não conseguindo manter o ímpeto que levou os índices dos EUA e da Europa a níveis recordes durante a noite. As ações japonesas, em particular, foram pressionadas, uma vez que uma crise diplomática com a China resultou na proibição, por Pequim, da exportação de certos bens que podem ser usados ​​para fins militares, uma medida que Tóquio considerou ” inaceitável “.

Os mercados europeus operam mistos, com o aumento da apreensão dos investidores devido à ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de anexar a Groenlândia. Após a captura e prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelos EUA, a atenção do mercado está se voltando para as intenções de Trump em relação à Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca.

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Os preços do petróleo operam em baixa, depois que Washington tomou medidas para exercer maior controle sobre a indústria petrolífera da Venezuela, com o presidente Donald Trump afirmando que o país entregaria milhões de barris de petróleo bruto aos Estados Unidos.

O governo norte-americano planeja se reunir esta semana com executivos do setor petrolífero americano para discutir o aumento da produção de petróleo venezuelana, segundo fontes ouvidas pela Reuters.

As cotações do minério de ferro na China fecharam com forte alta, atingindo o nível mais alto em vários meses, impulsionados pelas expectativas de melhora na demanda na China após a promessa de Pequim de flexibilizar a política monetária neste ano.

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(Com Reuters)