Abertura

Ibovespa Futuro cai com cautela antes do acordo entre EUA e China e após dado fraco do varejo; dólar sobe

Pré-market aponta para uma baixa antes de sair o pacto comercial das duas maiores potências econômicas do mundo

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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em queda nesta quarta-feira (15) com cautela no mercado internacional antes da assinatura do acordo comercial entre Estados Unidos e China, que deve ocorrer hoje. Na véspera, o secretário do Tesouro dos EUA, Steve Mnuchin, frustrou investidores ao afirmar que as tarifas sobre US$ 360 bilhões em importações chinesas que não estão na primeira fase do acordo não serão revistas até as eleições presidenciais no país.

Por aqui, as vendas do varejo de novembro seguiram o mesmo caminho da produção industrial e vieram abaixo das expectativas do mercado compiladas no consenso Bloomberg. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as vendas no mês da Black Friday subiram 0,6% frente ao mês anterior, abaixo das projeções, que apontavam para um crescimento de 1,2%.

Às 9h15 (horário de Brasília) o contrato futuro do Ibovespa com vencimento em fevereiro cai 0,39% a 117.460 pontos, enquanto o dólar futuro com o mesmo vencimento tinha alta de 0,41% a R$ 4,153.

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No mercado de juros futuros o DI para janeiro de 2022 cai seis pontos-base a 5,02%, o DI para janeiro de 2023 tem queda de quatro pontos a 5,59% e o DI para janeiro de 2025 recua quatro pontos-base também, a 6,32%.

Na Europa, o Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha cresceu 0,6% em 2019, segundo dados preliminares com ajustes sazonais divulgados hoje pela agência de estatísticas do país, a Destatis. O resultado ficou um pouco acima da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam alta de 0,5%.

Em 2017 e 2018, porém, a economia alemã se expandiu em ritmo bem mais forte, de 1,5% e 2,5%, respectivamente. Apesar da forte desaceleração, 2019 marcou o 10º ano consecutivo de crescimento da maior economia europeia.

À tarde, o Federal Reserve publica o Livro Bege, com dados apurados pelos bancos centrais regionais dos EUA.

Também entra no radar o apoio americano à entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) no lugar da Argentina. Segundo reportagens divulgadas na mídia, embora os EUA tenham apoiado a adesão da Argentina e da Romênia em outubro do ano passado, o apoio a Buenos Aires acabou quando Alberto Fernández, do Partido Justicialista (peronista) foi eleito presidente da Argentina.

Washington consideraria, segundo as matérias, que o governo brasileiro atualmente tem os objetivos mais próximos à OCDE. As reportagens do Estadão e O Globo afirmam que a posição americana de apoio à adesão brasileira será formalizada hoje em Paris.

Noticiário corporativo

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A Petrobras concluiu ontem a venda de 50% da participação final que possuía na sua subsidiária africana para a Petrovida, empresa da Africa Oil do Canadá. Os canadenses da Africa Oil pagaram US$ 1,45 bilhão (R$ 5,87 bilhões) na transação, comprando os ativos da petrolífera brasileira na Nigéria. A transação foi aprovada pelo governo nigeriano e com ela a Petrobras afirma ter encerrado sua participação na África.

Já a Cemig afirmou que não há decisão dos órgãos de governança para venda da Aliança. O esclarecimento refere-se a matéria do Valor de 13 de janeiro, que citava a contratação do Santander pela Vale para a compra da participação da Cemig na Aliança Energia. A estatal esclarece que está constantemente avaliando seu portfólio de ativos, visando otimizar sua alocação de capital.

(Com Bloomberg)

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