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Ibovespa Futuro cai após indefinição no ajuste, fraqueza na Europa e IBC-Br

Índice tem quarta sessão de perdas consecutiva por conta do travamento da MP 665, dólar fica perto da estabilidade

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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro cai nesta quinta-feira (21) com dados econômicos fracos no Brasil e dificuldades na votação do ajuste fiscal. A PME (Pesquisa Mensal do Emprego), mostrou que a taxa de desemprego no Brasil aumentou para 6,4% em abril, de 6,2% em março, o maior nível desde 2011. Também impacta o mercado a divulgação do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), que caiu 1,07% em março ante fevereiro. Lá fora, as bolsas operam entre perdas e ganhos com expectativa de estímulo na China e dados fracos na Europa. 

Às 9h31 (horário de Brasília), o contrato futuro do Ibovespa para junho caía 0,40%, a 55.980 pontos, enquanto o dólar futuro para o mesmo período tinha leve alta de 0,22%, a R$ 3,021. 

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de março registrou baixa de 0,81% no primeiro trimestre do ano na comparação com o trimestre imediatamente anterior, pela série ajustada do BC. Na comparação com idênticos três meses de 2014 (janeiro a março) o resultado foi de uma queda de 1,98% na série observada.

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As votações de medidas do ajuste fiscal se mantêm no radar dos investidores, com obstáculos no Senado para a aprovação da Medida Provisória 665, que trata da mudança nos critérios de obtenção de benefícios trabalhistas como o seguro-desemprego.

O noticiário corporativo aparece movimentado nesta quinta-feira (21). Nos destaques, a Petrobras (PETR3PETR4), para reforçar a credibilidade junto aos investidores, assumirá formalmente o compromisso de praticar preços de mercado na venda de combustíveis em seu novo plano de negócios. O plano deve ser divulgado na primeira quinzena de junho, de acordo com informações da Folha de S. Paulo. Além disso, a Petrobras pode ser obrigada a republicar o balanço do primeiro trimestre de 2015, se ficar comprovado que a companhia lançou no resultado valores de operações que aconteceram depois de março, indicou nesta quarta-feira o presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Leonardo Pereira.

Ainda sobre a estatal, a Petrobras informou ontem que assinou um contrato de financiamento de US$ 1,5 bilhão com o Banco de Desenvolvimento da China, como parte do acordo de cooperação assinado entre as partes na véspera. Os ADRs (American Depositary Receipts) da petroleira negociados no pré-market da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) subiam 0,66%, a US$ 9,20.

Indefinição nas bolsas mundiais
Os ganhos nas bolsas de valores na maior parte da Ásia foram limitados nesta quinta-feira por indicadores econômicos fracos sobre a atividade industrial da China, mas a bolsa em Xangai se concentrou nos potenciais aspectos positivos dos números e saltou.

O índice japonês Nikkei chegou a bater a máxima em 15 anos, mas encerrou no vermelho reagindo a realização de lucros. Já o índice de Xangai subiu com força e teve ganhos de 1,89% depois que o PMI preliminar do HSBC para indústria da China mostrou que a atividade industrial no país contraiu pelo terceiro mês em maio.

Leituras fracas da China alimentaram preocupações sobre um resfriamento da demanda na potência global, mas ao mesmo tempo deram força às ações chinesas alimentando expectativas de que autoridades implementem estímulos monetários adicionais.

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Enquanto isso, na Europa, o dia é de leves quedas para as principais bolsas do continente, com o mercado repercutindo os dados econômicos da zona do euro. O  crescimento empresarial da zona do euro foi mais fraco do que o esperado neste mês, mas as empresas aumentaram o nível de empregados no ritmo mais rápido em quatro anos, sugerindo que estão cada vez mais otimistas, mostrou nesta quinta-feira o PMI.

“Haverá muitas pessoas decepcionadas com o fato de termos uma diminuição no crescimento pelo segundo mês, mas isso precisa ser colocado em contexto, é um número razoável”, disse o economista-chefe do Markit, Chris Williamson, que compila a pesquisa. O PMI Composto preliminar do Markit, formulado com base em pesquisas junto a milhares de empresas e considerado um bom indicador de crescimento, caiu para 53,4 em maio ante 53,9 em abril, ante expectativa em pesquisa da Reuters de 53,8.

Enquanto isso, as mineradoras registram ganhos em meio à alta do preço do minério de ferro, com expectativa de mais estímulos na China com os dados fracos no país. 

O Ibovespa Futuro é um bom termômetro de como será o pregão, mas nem sempre prevê adequadamente movimentos na Bolsa a partir do sino de abertura.

(Com Reuters)