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Ibovespa Futuro cai após forte alta da véspera e com plano de contingência no radar

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina às 11h30 em cerimônia no Palácio do Planalto medida provisória chamada "Brasil Soberano"

Felipe Moreira

Uma placa eletrônica exibe informações sobre as recentes flutuações dos índices de mercado na B3, Bolsa de Valores - 04/04/2025 (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)
Uma placa eletrônica exibe informações sobre as recentes flutuações dos índices de mercado na B3, Bolsa de Valores - 04/04/2025 (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)

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O Ibovespa Futuro opera em baixa nos primeiros negócios desta quarta-feira (13), após o índice à vista subir quase 2% na véspera, enquanto investidores aguardam pelo plano de socorro do Governo aos setores afetados pelo tarifaço dos EUA, em especial pequenas e médias empresas, para amortecer os efeitos das medidas comerciais. Às 9h05 (horário de Brasília), o contrato com vencimento em agosto caía 0,30%, aos 137.715 pontos.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina às 11h30 em cerimônia no Palácio do Planalto medida provisória chamada “Brasil Soberano”. Na véspera, ele afirmou que a MP contemplará linha de crédito de R$ 30 bilhões para ajudar empresas exportadoras afetadas pelo tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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De acordo com uma fonte ouvida pela Reuters, além dos R$ 30 bilhões em crédito para exportação dos bancos públicos, o pacote total será inicialmente de R$ 35 bilhões, sendo R$ 4 bilhões provenientes do Tesouro.

Lula também afirmou esperar que algum dia ele possa se encontrar com o presidente norte-americano, Donald Trump, e ter uma conversa civilizada como dois chefes de Estado, e aproveitou para revelar que enviou uma carta ao norte-americano convidando-o para a conferência climática da ONU COP30.

Na cena externa, os mercados acionários globais atingiram máximas recordes e o dólar mostrava fraqueza, com investidores reagindo a dados moderados de inflação nos Estados Unidos que indicaram que as tarifas do presidente Donald Trump ainda não afetaram os preços aos consumidor.

Isso dava suporte a uma crescente certeza de que o Federal Reserve vai cortar a taxa de juros no próximo mês. Operadores estão precificando cerca de 94% de chances de um corte em setembro pelo Fed, contra 57% há cerca de um mês, segundo a ferramenta FedWatch, da CME.

Em Wall Street, o Dow Jones Futuro subia 0,28%, o S&P Futuro avançava 0,19% e o Nasdaq Futuro tinha alta de 0,23%.

Ibovespa, dólar e mercado externo

O dólar à vista subia 0,09%, aos R$ 5,391 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento recuava 0,32%, aos 5,411 pontos.

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Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam em alta, acompanhando o otimismo de Wall Street após dados recentes de inflação nos EUA reforçarem as apostas de que o Federal Reserve poderá cortar os juros já no próximo mês.

Os preços do petróleo operam no vermelho, ampliando as perdas da sessão anterior, depois que um relatório da indústria mostrou que os estoques de petróleo bruto dos EUA aumentaram na semana passada, ilustrando que o fim do período de demanda sazonal de verão está se aproximando.

As cotações do minério de ferro na China fecharam estáveis, enquanto os investidores lidavam com notícias de restrições à produção de aço no norte da China antes de um desfile militar e sinais de aperto na oferta global.

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(Com Reuters e Bloomberg)