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Ibovespa Futuro cai após forte alta da véspera com Fed; repercussão do PIB do Brasil e inflação dos EUA no radar

Mercados externos operam sem direção definida à medida que investidores digerem os comentários de Jerome Powell e aguardam novos dados

Felipe Moreira

B3  Bovespa  Bolsa de Valores de São Paulo  (Germano Lüders/InfoMoney)
B3 Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo (Germano Lüders/InfoMoney)

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O Ibovespa Futuro opera em baixa nos primeiros negócios desta quinta-feira (1), após o índice a vista encerrar com uma queda de 3,06% em novembro, apesar da alta de 1,42% na sessão da véspera em meio ao maior ânimo com a sinalização do Federal Reserve de altas de juros em menor ritmo nas próximas reuniões.

Nesta quinta, os investidores ficam de olho em dados econômicos tanto no Brasil quanto no exterior.

No cenário local, o Produto Interno Bruto (PIB) subiu 0,4% no 3º trimestre na comparação trimestral, abaixo do previsto pelo consenso Refinitiv, que previa alta de 0,7%.

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Lá fora, teremos a divulgação dos dados de consumo pessoal nos Estados Unidos, incluindo o deflator do consumo pessoal, o indicador de inflação preferido do Banco Central norte-americano.

Às 9h25 (horário de Brasília), o contrato do Ibovespa para dezembro tinha baixa de 1,04%, aos 111.900 pontos.

Nos EUA, os índices futuros operam em leve baixa nesta manhã após os fortes ganhos da véspera, depois que o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, confirmou que o banco central diminuirá o ritmo de sua agressiva campanha de aumento de juros.

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Em linhas gerais, o discurso reforçou as perspectivas de que o ciclo de alta pode estar perto do fim, o que foi suficiente para animar os mercados ontem.

Nesta manhã, Dow Jones Futuro recuava 0,14%, S&P Futuro caía 0,04% e Nasdaq Futuro tinha baixa de 0,12%.

Dólar

O dólar comercial opera com alta de 0,12%, cotado a R$ 5,207 na compra e R$ 5,208 na venda. Já o dólar futuro para janeiro tem valorização de 0,58%, a R$ 5,243.

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O DXY que mede a performance do dólar diante de uma cesta de moedas opera em baixa, depois que o presidente do Fed, Jerome Powell, disse que o BC americano poderia reduzir o ritmo de altas nos juros, em dezembro.

No mercado de juros, os contratos futuros operam em alta. O DIF23 (janeiro para 2023) opera estável, a 13,68%; DIF25, +0,15 pp, a 13,19%; DIF27, +0,18 pp, a 12,84%; e DIF29, +0,20 pp, a 12,85%.

Exterior

A maioria dos mercados europeus também avança nesta quinta-feira, após o presidente do Fed, Jerome Powell, afirmar que aumentos menores nas taxas de juros poderiam começar em dezembro.

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No contexto econômico da Zona do Euro, a inflação caiu mais do que o esperado em novembro, alimentando as esperanças do mercado de que o crescimento recorde dos preços em todo o bloco atingiu o pico e o Banco Central Europeu começará a desacelerar seus aumentos nas taxas de juros no próximo mês.

A taxa de desemprego da Zona do Euro de outubro atingiu 6,5%, ligeiramente abaixo do consenso, que previa taxa de 6,6%.

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam com alta no primeiro pregão de dezembro, após Fed sinalizar redução do ritmo de aperto monetário e afrouxamento de restrições na China.

As cidades chinesas de Guangzhou e Chongqing anunciaram flexibilização das restrições da Covid na quarta-feira, um dia depois que manifestantes no sul de Guangzhou entraram em confronto com a polícia em meio a uma série de protestos contra as mais rígidas restrições ao coronavírus do mundo.

O vice-primeiro-ministro Sun Chunlan disse em uma reunião ontem (30) que a China enfrenta uma nova situação da Covid à medida que a natureza patogênica da variante Omicron enfraquece, a vacinação se torna mais comum e há um acúmulo de experiência com prevenção e controle do vírus.

No front econômico, o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) de Manufatura Caixin/Markit da China atingiu 49,4, acima das expectativas, marcando o quarto mês consecutivo de contração.

Os preços do minério de ferro na China operam em leve queda e caminham para segunda perda consecutiva, em meio a dados contracionistas da atividade na segunda maior economia do mundo.