Abertura do mercado

Ibovespa futuro avança, em linha com Wall Street; dólar e juros recuam

Em dia de agenda esvaziada, atenções hoje estão voltadas para o discurso da vice-presidente do Federal Reserve, Lael Brainard

Por  Felipe Moreira -

O Ibovespa futuro opera em alta nos primeiros negócios desta terça-feira (19), em linha com pré-mercado em Nova York, apesar da queda do petróleo e do minério de ferro no exterior. Nos EUA, investidores avaliam as perspectivas dos resultados corporativos em meio à temores de recessão global e a crescente crise de energia na Europa.

Em dia de agenda esvaziada, atenções hoje estão voltadas para o discurso da vice-presidente do Federal Reserve, Lael Brainard, e dados de início de construções em junho nos EUA.

Às 9h05 (horário de Brasília), o Ibovespa futuro com vencimento para agosto operava em alta de 0,77%, aos 98.325 pontos.

O dólar comercial caía 0,28%, a R$ 5,410 na compra e R$ 5,411 na venda. O dólar futuro para agosto tinha queda de 0,55%, a R$ 5,427.

Os juros futuros operam em baixa: DIF23 (janeiro para 2023), -0,04 pp, a 13,88%; DIF25, – 0,06 pp a 13,33%; DIF27, -0,12 pp, a 13,14%; e DIF29, -0,05 pp, a 13,31%.

Os índices futuros dos EUA apagam partes das perdas da sessão anterior e operam em leve alta na manhã de hoje, depois de que um relatório da Apple reacendeu preocupações com recessão.

A Johnson & Johnson divulgou lucros e receitas trimestrais acima do esperado, embora a gigante farmacêutica também tenha cortado sua receita e orientação de lucro para o ano inteiro. Além disso, investidores aguardam pelos números da Netflix após fechamento do mercado.

Dow Jones futuro subia 0,67%, enquanto os futuros do S&P 500 avançava 0,86% e o Nasdaq futuro operava com alta de 0,91%.

Já as bolsas da Europa oscilam entre perdas e ganhos repercutindo os dados de inflação que atingiram recorde de 8,6% em junho, às vésperas da reunião do BCE.

O BCE, cuja meta de inflação é de 2%, fará anúncio de política monetária na próxima quinta-feira (21).

Os mercados da Ásia-Pacifico fecharam sem direção definida, enquanto investidores digerem as atas da reunião do banco central da Austrália.

O Reserve Bank of Australia divulgou sua ata de reunião hoje, que mostrou que o conselho viu as taxas atuais como “bem abaixo” da taxa neutra, sugerindo que serão necessários mais aumentos para retornar a inflação à meta ao longo do tempo.

No radar nacional, a Vale (VALE3) divulga prévia operacional do segundo trimestre após o fechamento.

O noticiário político também segue em destaque. Repercutiu na véspera a reunião do presidente Jair Bolsonaro (PL) com embaixadores e representantes diplomáticos no Brasil em que o pré-candidato à reeleição repetiu seus ataques sem provas e já refutados às urnas eletrônicas e ao sistema de votação brasileiro, a menos de três meses das eleições.

De acordo com especialistas, a transmissão das declarações de Bolsonaro por uma TV pública poderá caracterizar crime de abuso de poder dos meios de comunicação, conduta que em tese é passível de impugnação de sua candidatura. É com esse pano de fundo que os candidatos à Presidência se preparam para as convenções de seus partidos em que irão formalizar suas candidaturas para o pleito de outubro.

Análise técnica por Pamela Semezatto, analista de investimentos e especialista em day trader da Clear Corretora

Ibovespa

Tendência ainda segue de baixa, mas ainda sem um movimento forte definindo a força na venda. Candle de ontem deixou bastante pavio superior o que sugere, quedas mais fortes caso hoje rompa a mínima de ontem. Já vem trabalhando perto do próximo suporte de 94.000 pontos e sem sinais de reversão.

Dólar

Candle com bom deslocamento na compra ontem e volta as extremidades de resistência em R$ 5,500. Segue na tendência de alta e em uma consolidação nos últimos dias na região de briga.

(com Reuters)

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