Ibovespa Futuro avança com decisões de BCs no radar e tensão no Irã

Os futuros do petróleo tipo Brent subiram quase 3%, chegando em determinado momento da sessão a US$108,50 o barril, o nível mais alto em mais de três semanas

Felipe Moreira

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(Foto: Divulgação)
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O Ibovespa Futuro opera em alta nas primeiras negociações desta segunda-feira (27), com investidores se preparando para uma semana carregada de balanços corporativos e decisões de bancos centrais, enquanto o petróleo avança diante da estagnação nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã. Às 9h04 (horário de Brasília), o índice com vencimento em junho subia 0,20%, aos 194.765 pontos.

Os futuros do petróleo tipo Brent subiram quase 3%, chegando em determinado momento da sessão a US$108,50 o barril, o nível mais alto em mais de três semanas. A alta alimentou preocupações com a inflação e levou os operadores a praticamente descartar cortes de juros nos mercados desenvolvidos neste ano.

A perspectiva para conversas de paz no Oriente Médio permanece incerta. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Irã só precisaria telefonar se quiser negociar o fim da guerra. O ministro das Relações Exteriores do Irã desembarcou na Rússia nesta segunda-feira para buscar apoio do presidente russo, Vladimir Putin.

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Os planos de gastos de capital estarão no foco para empresas como Microsoft, Alphabet, Amazon e Meta Platforms, que divulgarão seus resultados na quarta-feira, enquanto a Apple apresentará seus números um dia depois.

Entre os bancos centrais que irão se reunir nesta semana estão Federal Reserve, Banco Central Europeu, Banco do Japão e Banco da Inglaterra, que devem manter os juros. O Banco Central brasileiro anuncia sua decisão na quarta, com expectativa de novo corte de 0,25 ponto percentual na Selic.

O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central do Brasil mostrou nova alta nas expectativas de inflação para 2026, ao mesmo tempo em que as projeções para o câmbio recuaram. A mediana do mercado indica IPCA de 4,86%, dólar a R$ 5,25, PIB de 1,85% e taxa Selic de 13,00% ao fim do ano.

Ainda na cena nacional, divulgam seus balanços no fim do dia Assaí (ASAI3) e Gerdau (GGBR4).

Em Wall Street, o Dow Jones Futuro caía 0,10%, S&P Futuro subia 0,03% e o Nasdaq Futuro tinha alta de 0,17%.

Dólar, exterior e commodities

O dólar futuro com vencimento em maio caía 0,32%, aos R$ 4,980.

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Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam mistos, com destaque para as ações do Japão e da Coreia do Sul que atingiram recordes de fechamento, com investidores ignorando o impasse nas negociações entre EUA e Irã.

Os preços do petróleo sobem após o impasse nas tentativas de retomar as negociações de paz sobre a guerra no Irã, com o Estreito de Ormuz permanecendo praticamente intransitável.

As cotações do minério de ferro na China fecharam estáveis, uma vez que a reposição de estoques antes do feriado compensou o aumento das remessas.

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(Com Reuters)