Pré-mercado

Ibovespa futuro avança, acompanhando principais índices do exterior; Payroll no radar

Principal índice da bolsa brasileira avança no inicio das negociações desta sexta-feira, acompanhando principais índices do exterior

Por  Vitor Azevedo

O Ibovespa futuro opera em alta no início do pregão desta sexta-feira (1). Às 9h36 (horário de Brasília), o contrato para junho avança 0,84%, aos 121.480 pontos, acompanhando a performance das principais bolsas internacionais.

Nos Estados Unidos, os futuros operam em alta, sinalizando leve recuperação das quedas de ontem. Investidores repercutem a publicação do relatório de emprego não-agrícola Payroll de março, que trouxe a criação de 431 mil vagas, ante consenso de 490 mil, enquanto o dado de fevereiro foi revisado para cima. O Dow Jones sobe 0,51%, o do S&P 500, 0,47% e o da Nasdaq, 0,54%.

Na Europa, mais cedo, houve a publicação da inflação de toda a zona do Euro de fevereiro – o índice registrou alta de 2,5% na base mensal, acelerando na comparação com a alta de 0,9% de janeiro, o que também mostra uma economia mais aquecida e que, provavelmente, pode embasar uma maior pressão sobre o Banco Central Europeu (BCE).

Por lá, o DAX, da Alemanha, avança 0,40%, o FTSE, do Reino Unido, 0,20%, e o CAC 40, da França, 0,51%. O STOXX 600, de todo o continente, tem alta de 0,61%.

Além dos índices macroeconômicos, investidores continuam monitorando a guerra entre Rússia e Ucrânia – hoje, o dia não tem grandes manchetes nesta frente, com destaque, talvez, para o fato de o país governado por Volodymyr Zelensky ter atacado uma cidade russa, com foco em um depósito em de petróleo.

Mesmo assim, isso não foi suficiente para conter a queda do preço da commodity na manhã de hoje. O barril Brent para junho cai 1,25%, a US$ 103,40, e o barril WTI para maio recua 1,6%, a US$ 98,58.

O minério, por sua vez, registrou alta considerável, com a tonelada negociada no porto chinês de Dalian subindo 3,46%, a US$ 145,55. A commodity ignorou o fato de o o Índice de Gerentes de Compras de manufatura Caixin de março ter tido leitura de 48,1, abaixo do nível 50 que separa crescimento de contração. O dado, que mostra como estão as movimentações dos gerentes de compra da China, voltou a frustrar, após em fevereiro ter ficando em 50,4,, nível baixo desde o começo de 2020.

As bolsas chinesas também ignoraram o dado e avançaram. Recentemente, publicações que ilustram que o crescimento do gigante asiático está mais fraca do que o esperado têm fortalecido a perspectiva de investidores de que o governo do país irá estimular ainda mais a economia local, em um ano decisivo para o atual presidente Xi Jinping se consolidar no poder.

O Shanghai, da China continental, avançou 0,94%, e o HSI%, de Hong Kong, subiu 0,19%. O Nikkei, do Japão, não conseguiu acompanhar o otimismo e recuou 0,56%, bem como o Kospi, da Coreia do Sul, que caiu 0,65%.

No Brasil, Ibovespa futuro repercute produção industrial

Além do cenário externo, o Ibovespa futuro é impulsionado também pela publicação de dados macroeconômicos locais: o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgou que o setor industrial brasileiro viu sua produção avançar 0,7% em fevereiro, ante consenso de 0,3%.

O fato de o setor estar mais aquecido do que o esperado pode justificar, ao menos parcialmente, a alta da ponta curta da curva de juros – os rendimentos dos DIs para janeiro de 2023 e janeiro de 2025 avançam, respectivamente, dois pontos-base e um ponto-base, para 12,73% e 11,39%. Na ponta longa, porém, as taxas dos DIs para 2027 e 2029 caem dois pontos e três pontos, para 11,18% e 11,32%.

O dólar tem mais um dia de queda frente ao real, com o contrato futuro para junho recuando 0,72%, a R$ 4,737. O dólar comercial cai 0,98%, a R$ 4,713 na compra e a R$ 4,714 na venda.

Análise técnica por Pamela Semezatto, analista de investimentos e especialista em day trader da Clear Corretora

Ibovespa

“Índice dá sinais de que está perdendo a força e respeitando a região de resistência dos 120 mil pontos, mas ainda sem um sinal claro de correção forte”.

Dólar

“Testou o fundo anterior na véspera e não conseguiu fechar abaixo. Nos próximos dias podemos ter uma definição melhor, caso rompa o fundo anterior (de R$ 4,76) para a retomada da tendência de baixa, ou se lateraliza nessa região”.

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