Ibovespa futuro abre em alta, acompanhando otimismo no exterior

Mercado brasileiro acompanha exterior, que ignora aumento de casos da Covid-19 em todo o globo

Vitor Azevedo

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O Ibovespa futuro abriu em alta de 0,53% no pregão desta terça-feira (4), acompanhando o exterior – futuros americanos sobem, com Dow Jones avançando 0,34%, S&P 500, 0,37%, e Nasdaq, 0,32%.

As bolsas no exterior ignoram, por mais um dia, o crescimento dos casos de covid-19. Os Estados Unidos registraram, pela primeira vez, mais de um milhão de infectados confirmados em um único dia nessa segunda – mesmo dia em que o S&P e o Dow Jones bateram máximas históricas.

“Segundo a Universidade John Hopkins, os casos da nova variante atingem novo recorde em solo americano, mas permanecem abaixo do pico de contaminações registrado anteriormente”, explicou a XP em seu morning call. “As notícias sobre a alta transmissibilidade do vírus alinhada a sintomas mais amenos parecem acalmar os mercados”.

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Além disso, impulsionam as bolsas lá fora também a publicação de dados do varejo e do desemprego na Alemanha. As vendas em novembro recuaram 2,9% na base mensal, ante consenso de queda de 4,9%. Já a taxa de pessoas desocupadas ficou em 5,2%, menor do que os 2,3% esperados.

“Dados fortes de vendas no varejo na Alemanha aumentam a esperança de recuperação econômica estável apesar do aumento de casos de Covid-19. Na França, a inflação se estabilizou em dezembro, dando suporte à argumentação do Banco Central europeu de que as pressões sobre preços podem estar perto do pico”, comentou a XP.

Na China, a divulgação do PMI industrial – que veio em 50,9 ante consenso de 50 – também foi vista com bons olhos. “Mostra melhora na atividade fabril do país em dezembro, apesar da contínua incerteza em torno da pandemia”, diz a XP.

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No cenário interno, dia não tem grandes destaques

No Brasil, o dia não conta com a divulgação de dados econômicos importantes ou eventos políticos. O mercado monitora parcialmente a saída do presidente da República Jair Bolsonaro do hospital, após problemas intestinais, e deve continuar de olho em falas que envolvem o fiscal – após o líder do governo na Câmara defender ontem uma revisão do teto de gastos.

A curva de juros, sem maiores surpresas, abriu em queda. Os contratos DIs com vencimento em fevereiro de 2023 recuam 9 pontos-base, para 11,79%. Os com vencimento no mesmo mês de 2025 tem baixa de 5 pontos-base, para 10,84%. Os que vencem em fevereiro de 2029, de 4 pontos-base, para 10,96%.

O dólar comercial, por sua vez, avança 0,16%, a R$ 5,671 na compra e a R$ 5,672 na venda. A moeda brasileira acompanha o DXY, índice que coloca a divisa americana frente a outros pares, que sobe 0,19%.

Algumas notícias vindas do exterior, porém, podem fazer peso por aqui. “Na agenda, são aguardadas a divulgação do ISM de manufaturados de dezembro e o JOLTS de novembro nos EUA. Mercado também na expectativa em relação à decisão da OPEP +, que se reunirá virtualmente no final do dia e deve manter seu plano de aumentar a produção em 400.000 barris por dia em fevereiro”, comenta a XP.

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