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Ibovespa Futuro abre em alta apesar de queda em importações chinesas; dólar cai

Índice tem leve alta em dia de entrevista da presidente Dilma, que defendeu o ministro Joaquim Levy e o ajuste fical; Relatório Focus e notícia de reunião de Lula com Paulo Roberto Costa no radar

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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em alta nesta segunda-feira (8) se descolando da tendência das bolsas emergentes lá fora, que repercutem a queda acima do previsto das importações chinesas. O mercado ainda reflete a divulgação do Relatório Focus e as declarações da presidente Dilma Rousseff (PT) em entrevista exclusiva ao Estado de S. Paulo defendendo o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, antes do Congresso do PT. Os futuros das bolsas norte-americanas operam próximos da estabilidade. 

Às 9h05 (horário de Brasília), o contrato futuro do Ibovespa para junho sobe 0,25%, a 53.180 pontos, ao mesmo tempo em que o dólar futuro para julho cai 0,46%, a R$ 3,156. 

Saiu o Relatório Focus, com a mediana das projeções de diversos economistas, casas de análise e instituições financeiras para os principais indicadores macroeconômicos. A previsão para o PIB (Produto Interno Bruto) em 2015 oscilou de uma retração de 1,27% para uma de 1,30%. Já no caso do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que é o medidor oficial de inflação utilizado pelo governo, as projeções são de que haja um avanço de 8,46% este ano, ante 8,39% da semana passada.

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Do lado corporativo, o noticiário segue movimentado nesta segunda-feira, repercutindo o que foi revelado no último final de semana.  Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, um documento da Petrobras (PETR3PETR4) indica que o ex-diretor de abastecimento Paulo Roberto Costa viajou a Brasília, em 2006, para se reunir com o então presidente Lula, com a finalidade de tratar da refinaria Pasadena, nos Estados Unidos. O encontro teria ocorrido um mês antes da compra da planta de refino ser autorizada. 

O encontro com o delator da Operação Lava-Jato ocorreu em 31 de janeiro daquele ano, em Brasília — 31 dias antes de o Conselho de Administração da Petrobras, na época chefiada pela então ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, autorizar a compra de 50% da confinaria. Os ADRs (American Depositary Receipts) da petroleira negociados no pré-market da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) subiam 0,93%, a US$ 8,68. 

Importações na China
Após a divulgação das importações chinesas vir abaixo do esperado, as bolsas asiáticas tiveram fechamentos diversos nesta segunda-feira (8), temendo desaceleração na economia do gigante continental. 

As exportações da China caíram menos que o esperado no mês passado, mas as importações recuaram a um ritmo mais forte, aumentando receios acerca de uma desaceleração da economia e dando a Pequim novos motivos para adotar mais medidas de estímulo. As exportações da China em maio caíram 2,5% em dólares na comparação com o ano anterior, uma queda menor do que a esperada pelo mercado, enquanto as importações tombaram 17,6%.

Considerando expectativas de uma leve recuperação nos níveis de importação em maio devido aos preços do petróleo em recuperação, “a queda contínua nas importações sugerem que fatores no lado da demanda – consumo doméstico enfraquecendo – estão atuando”, disse o economista da Forecast Pte Chester Liaw à Reuters.

Grécia e Rússia preocupam G7
Na Europa, o dia é de leves perdas enquanto as tensões geopolíticas seguem eliminando o apetite por riscos por parte do mercado. A exceção fica por conta dos papéis do Deutsche Bank, que sobem forte após rumores de renúncia na diretoria. O índice FTSEurofirst 300, depois de um começo de pregão mais otimista, acompanhou o movimento negativo das principais bolsas do continente.

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No plano geopolítico, mexem com o humor dos mercados a notícia de que líderes do G7 decidiram manter sanções contra a Rússia enquanto o presidente Vladimir Putin e os separatistas por ele apoiados não firmarem um termo de paz com a Ucrânia, além do clima de tensão quanto à capacidade da Grécia honrar o pagamento de suas dívidas. As expectativas são de que novas negociações tomem posto nesta semana. 

As tensões sobre a natureza prolongada das negociações veio à tona domingo, quando o presidente da Comissão Europeia Jean-Claude Juncker acusou o primeiro-ministro grego Alexis Tsipras de distorcer propostas de reforma por parte dos credores da Grécia e de arrastar os pés em oferecer um plano alternativo.

O Ibovespa Futuro é um bom termômetro de como será o pregão, mas nem sempre prevê adequadamente movimentos na Bolsa a partir do sino de abertura.