Publicidade
SÃO PAULO – Os contratos do Ibovespa Futuro com vencimento em abril iniciaram o pregão da BM&F nesta sexta-feira (2) em queda de 0,19%, negociados a 67.515 pontos, seguindo o cenário de maior aversão ao risco apresentado nos mercados da Europa.
Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora, acredita que a sessão regular também deve ter desempenho em linha com o apresentado no exterior. Um dos fatores de risco citados por ela é exatamente os desdobramentos da reestruturação da dívida grega, cujos detalhes ainda são aguardados.
Além disso, Herman Von Rompuy, presidente do Conselho Europeu, após o primeiro dia da reunião dos ministros de Finanças do Eurogrupo, afirmou que até o fim deste mês as autoridades do continente vão repensar os limites determinados para o EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira) e o ESM (Mecanismo Europeu de Estabilização).
Mais taxação
Tentando conter o grande fluxo de entrada de dólares no País, que está enfraquecendo a moeda norte-americana frente ao real, o Banco Central voltou a divulgar um novo IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Desta vez, o alvo são os financiamentos para exportações, que, caso excedam o vencimento de 360 dias, terão aplicados sobre o valor uma alíquota de 6%.
A autoridade monetária brasileira já havia estendido o imposto sobre as captações externas que tenham um prazo menor do que três anos. Nessas operações, também vai incidir a taxa de 6%. Ambas ações vem em linha com o previsto por analistas consultados pelo Portal InfoMoney durante a semana.
Agenda fraca
Durante a sessão, não é esperado nenhum dado econômico relevante, nem no front doméstico, nem no externo. No entanto, a Eurostat divulgou o PPI (índice de preços ao consumidor) da união monetária durante a manhã, apontando para uma alta de 0,7% em janeiro. Além disso, as vendas no varejo alemão recuaram 1,6% no mesmo mês, de acordo com informações divulgadas pelo Destatis, contra expectativas de avanço do indicador no período.