Pré-mercado

Ibovespa futuro cede à pressão do exterior e opera em baixa; dólar se reaproxima de R$ 5,30

Temor sobre recessão global volta a impactar mercados no primeiro pregão do mês

Por  Mitchel Diniz -

O Ibovespa futuro abriu os negócios desta sexta-feira (1) entre perdas e ganhos, mas logo cedeu à pressão do exterior e se firmou em terreno negativo. Além dos temores de uma recessão global, que impactam as Bolsas estrangeiras e algumas commodities, os investidores devem repercutir, aqui no Brasil, a aprovação da PEC dos Combustíveis no Senado, com estado de emergência, no valor de R$ 41,25 bilhões.

Às 9h23 (horário de Brasília), o Ibovespa futuro para agosto operava em queda de 0,3%, aos 99.020 pontos.

O dólar comercial subia 0,87%, a R$ 5,279 na compra e R$ 5,280 na venda. O dólar futuro para agosto tinha alta de 0,53%, a R$ 5,324.

Os juros futuros operam em baixa: DIF23, -0,04 pp, a 13,72%; DIF25, – 0,08 pp a 12,67%; DIF27, – 0,05 pp, a 12,60%; e DIF29, – 0,05 pp, a 12,74%.

O Dow Jones futuro tinha queda de 0,36%, enquanto os futuros do S&P 500 e Nasdaq recuavam, respectivamente, 0,39% e 0,55%.

Os índices futuros dos EUA dão sequência às perdas das Bolsas em Wall Street no primeiro semestre, o pior para o S&P 500 desde 1970.

O Dow Jones Industrial Average e o Nasdaq Composite não foram poupados. O Dow de 30 ações perdeu 11,3% no segundo trimestre, caindo mais de 15% em 2022. O Nasdaq, enquanto isso, sofreu sua maior queda trimestral desde 2008, perdendo 22,4%.

As fortes perdas no primeiro semestre e no trimestre ocorrem quando os investidores lutam com a inflação altíssima e a política monetária mais apertada.

Os mercados europeus chegaram a abrir em alta, mas zeraram ganhos e passaram a operar no terreno negativo. No Reino Unido, o PMI industrial atingiu 52,8 em junho, abaixo do esperado. O da zona do euro ficou levemente acima do previsto, em 52,1. Na Alemanha, o indicador veio cravado em 52, dentro das expectativas.

A inflação na zona do euro disparou para um recorde de 8,6% ano a ano em junho, de acordo com uma primeira estimativa oficial publicada na sexta-feira, enquanto a guerra na Ucrânia continua elevando os preços de alimentos e energia.

O índice Stoxx 600 operava em queda de 0,50%.

As Bolsas asiáticas começaram o mês de julho em baixa, revertendo ganhos das sessões anteriores, ainda que a atividade fabril chinesa tenha apresentado recuperação em junho.

O Índice de Gerentes de Compras da manufatura Caixin/Markit, PMI industrial, atingiu seu nível mais em alto em um ano, 51,7, acima do nível 50 que separa crescimento de contração. No mês de maio, a leitura veio em 48,1, vindo de três meses seguidos de contração. Analistas consultados pela Reuters esperavam 50,1 em junho.

Já a confiança do setor manufatureiro do Japão se deteriorou pelo segundo trimestre consecutivo. O indicador, que mede o sentimento de grandes fabricantes, caiu de 14 em março para 9, em junho, vindo abaixo da expectativa do mercado, que projetava um recuo para 12.

No segmento de commodities, as cotações do petróleo sobem nesta sexta, depois de afundarem na sessão anterior, com a Opep+ dizendo que manteria seus aumentos planejados na produção de petróleo em agosto e os investidores preocupados com a força da economia global.

O minério de ferro recua com perspectivas de desaceleração econômica global, o que alimenta temores de uma redução na demanda por matérias-primas.

  • Petróleo WTI, +2,71%, a US$ 108,63 o barril
  • Petróleo Brent, +2,80%, a US$ 112,06 o barril
  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve baixa de 6,85%, a 747,50 iuanes, o equivalente a US$ 131,95.

Análise técnica por Pamela Semezatto, analista de investimentos e especialista em day trader da Clear Corretora

Ibovespa

“Deu continuidade na queda, mas ainda nada muito relevante para definição de tendência. Precisamos esperar o rompimento do fundo anterior, em 97.700, para confirmar o movimento de queda. O mês de junho fechou com uma barra bem vendedora e perdendo o fundo anterior, mas também precisa da continuidade para confirmar a tendência.”

Dólar

“Segue com força na compra e mantendo o padrão de um dia negativo, sem continuidade na queda. Aguardamos o rompimento do topo anterior de R$ 5,300, para reversão de tendência. Por enquanto, consideramos como lateralização entre R$ 4,700 e R$ 5,300.”

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