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Ibovespa flerta com 191 mil pontos, mas bancos e exterior mantêm sinal negativo

A política comercial dos Estados Unidos permanece sob os holofotes, com anúncio no sábado pelo presidente Donald Trump de tarifa global de 15%

Reuters

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Painel de cotações na B3. Fonte: Amanda Perobelli/REUTERS
Painel de cotações na B3. Fonte: Amanda Perobelli/REUTERS

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SÃO PAULO, 23 Fev (Reuters) – O Ibovespa afastava-se das mínimas nesta segunda-feira, chegando a superar a marca inédita de 191 mil pontos no melhor momento do pregão com apoio da Petrobras (PETR4, PETR3), mas sem conseguir sustentar o sinal positivo, pressionado principalmente por bancos.

Por volta de 12h30, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedia 0,45%, a 189.674,07 pontos, depois de chegar a 191.002,54 pontos na máxima e marcar 189.127,64 pontos na mínima do dia mais cedo.

O volume financeiro somava R$9,78 bilhões.

A política comercial dos Estados Unidos permanece sob os holofotes, com anúncio no sábado pelo presidente Donald Trump de tarifa global de 15%, após a Suprema Corte invalidar na sexta-feira o programa tarifário anterior do republicano.

A XP destacou que a nova medida reacendeu incertezas sobre inflação e crescimento global. Em Wall Street, o sinal negativo prevalecia, com o S&P 500 caindo 0,69%, após fechamento positivo na sexta-feira na esteira da decisão da Suprema Corte.

De acordo com analistas do BB Investimentos, ao longo da semana, os mercados devem observar uma volatilidade acentuada em função dos desdobramentos das decisões que afetam o comércio em escala global.

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Eles destacaram, contudo, que, se o Ibovespa confirmar o patamar acima dos 190 mil nos próximos pregões, não veem resistências relevantes para o índice alcançar os 200 mil pontos “mais rápido que o mais otimista dos investidores projetava”.

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