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Ibovespa firma alta e supera 154 mil pontos pela 1ª vez em dia cheio de balanços

Investidores também avaliam a decisão da véspera do Banco Central, que manteve a Selic em 15% ao ano, sem sinalizar possíveis cortes à frente

Reuters

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A imagem mostra alguém segurando um celular com gráfico de ações na tela; crédito: banco de imagens livres.
A imagem mostra alguém segurando um celular com gráfico de ações na tela; crédito: banco de imagens livres.

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SÃO PAULO (Reuters) – O Ibovespa (IBOV) avançava nesta quinta-feira, superando os 154 mil pontos pela primeira vez, em mais um dia cheio de resultados corporativos para repercutir e com uma agenda carregada também no final do dia, que inclui Petrobras (PETR4).

Por volta de 10h45, o Ibovespa (IBOV), referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,51%, a 154.077,78 pontos, na máxima até o momento. O volume financeiro somava R$2,3 bilhões.

Investidores também avaliam a decisão da véspera do Banco Central, que manteve a Selic em 15% ao ano, sem sinalizar possíveis cortes à frente.

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“O comunicado não trouxe mudanças substanciais que nos fizessem concluir que estamos nos aproximando do início do ciclo de corte de juros no Brasil”, afirmou a equipe da Ágora Investimentos em relatório enviado a clientes nesta quinta-feira.

“O BC segue firme com seu compromisso de levar a inflação o mais próximo possível da meta de 3%”, acrescentaram, alterando o cenário base para primeiro corte de juros para março de 2026.

DESTAQUES

Itaú Unibanco (ITUB4) PN mostrava elevação de 0,75%, em dia misto no setor, com Bradesco (BBDC4) PN cedendo 0,11% e Banco do Brasil (BBAS3) ON recuando 0,09%, enquanto Santander Brasil (SANB11) UNIT subia 0,98% e BTG Pactual (BPAC11) UNIT registrava acréscimo de 0,6%.

Rede D’Or (RDOR3) ON avançava 5,16%, em meio à repercussão do resultado trimestral, com lucro líquido de R$1,54 bilhão entre julho e o final de setembro, um desempenho quase 32% maior que o resultado obtido no mesmo período de 2024.

Vivara (VIVA3) ON valorizava-se 2,37%, após balanço do terceiro trimestre da rede de joalherias mostrar lucro líquido de R$176 milhões entre julho e o final de setembro, desempenho 64,1% acima do registrado no mesmo período de 2024.

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Axia Energia (AXIA3) ON subia 2,2% mesmo com prejuízo líquido de R$5,45 bilhões no terceiro trimestre, revertendo lucro apurado em igual período do ano passado, após contabilizar no resultado trimestral a venda de sua participação na estatal Eletronuclear. A elétrica aprovou ainda distribuição de R$4,3 bilhões de dividendos intermediários.

Engie Brasil (EGIE3) ON subia 1,47% após o balanço do terceiro trimestre mostrar um lucro cerca de 10% maior na comparação anual, impulsionado por uma melhora nos resultados dos segmentos de geração e venda de energia elétrica. Também aprovou aumento de capital com bonificação de ações.

Totvs (TOTS3) ON tinha acréscimo de 3,11%, tendo no radar o balanço da maior produtora de software corporativo do Brasil, com lucro líquido de R$248,7 milhões, alta de 10,2% sobre o resultado obtido no mesmo período do ano passado.

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Vibra Energia (VBBR3) ON subia 2,75% após o tombo no lucro a R$407 milhões no terceiro trimestre, de R$4,2 bilhões um ano antes, quando a empresa obteve uma decisão judicial tributária com forte efeito sobre o resultado. Na base trimestral, o lucro da dona da rede de postos de combustíveis BR cresceu 39,4%.

Minerva (BEEF3) ON caía 11,19%, mesmo após a maior exportadora de carne bovina da América do Sul relatar lucro líquido de R$120 milhões no terceiro trimestre, valor 27,6% superior ao registrado no mesmo período de 2024, com a receita marcando recorde para um trimestre em meio à forte demanda nos mercados externos.

Smartfit (SMFT3) ON caía 2,12%, após reportar lucro líquido recorrente de R$177 milhões no terceiro trimestre, crescimento de 43% sobre o desempenho de um ano antes. A base de clientes em academias expandiu 8%, alcançando 5,23 milhões, e a receita líquida aumentou 28%, a R$1,82 bilhão.

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Brava Energia (BRAV3) ON cedia 3,06% após reportar lucro líquido de R$120,7 milhões no terceiro trimestre, queda de 75,8% ano a ano, afetado principalmente pela despesa financeira relacionada ao projeto de adaptação do navio plataforma FPSO Atlanta, sem impacto caixa. O Ebitda ajustado somou recorde de R$1,3 bilhão, alta de 78,7% ante o mesmo período de 2024.

Vale (VALE3) ON tinha variação negativa de 0,12%, apesar do avanço dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian subiu 0,65%.

Petrobras (PETR4) PN avançava 1,07% antes da divulgação do balanço do terceiro trimestre após o fechamento do mercado, tendo como pano de fundo a alta dos preços do petróleo no exterior. O barril sob o contrato Brent tinha elevação de 0,63%.

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