Ibovespa fecha no 10º dia de queda com pressão de bancos e vai a 166.783 pontos

Índice renova maior série de perdas desde as 13 quedas seguidas de 1º a 17 de agosto de 2023

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SÃO PAULO, 17 Ago (Reuters) – O Ibovespa fechou quase estável nesta segunda-feira, com bancos pressionando negativamente o índice em meio a preocupações com o cenário de crédito no país, além do pedido de recuperação judicial bilionário da Casas Bahia (BHIA3), enquanto Petrobras (PETR3, PETR4) atuou como contrapeso, com apoio do avanço dos preços do petróleo no exterior.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com decréscimo de 0,09%, a 166.783,57 pontos, após ajustes. Na sessão, marcou 166.463,50 pontos na mínima e 168.006,60 na máxima. O volume financeiro no pregão somou R$ 24,38 bilhões.

Com tal desempenho, o Ibovespa atingiu 10 sessões seguidas com fechamento negativo, agora a maior série de perdas desde as 13 quedas seguidas de 1º a 17 de agosto de 2023.

Na visão de analistas do Citi, a “volatilidade permanecerá elevada à medida que as eleições passem a ocupar o centro das atenções, especialmente porque a propaganda política e as atividades de campanha passaram a ser oficialmente permitidas a partir de 16 de agosto”, afirmaram analistas do Citi a clientes nesta segunda-feira.

Em relatório sobre sua carteira MVP (uma alusão ao Most Valuable Player, Jogador Mais Valioso), os analistas afirmaram que mantêm uma alocação tática mais elevada em exportadoras e em empresas não estatais, citando uma relação risco versus retorno mais favorável nesses ativos. Também acrescentaram ter uma visão taticamente positiva para o setor de petróleo, uma vez que o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz continua bem abaixo dos níveis observados antes do conflito.

“Do ponto de vista estrutural, seguimos avaliando que o Ibovespa está barato, negociando a 8,1 vezes o lucro projetado para os próximos 12 meses (P/L forward), o segundo menor múltiplo entre os dez principais índices que acompanhamos.”

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