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SÃO PAULO – Após esboçar uma reação no início da tarde, o Ibovespa voltou a cair cerca de 1% nesta terça-feira (14) após novidades envolvendo a entrega da delação da Odebrecht no STF (Supremo Tribunal Federal) ainda hoje, além de informações de que o governo adiou sua previsão para a reforma da Previdência de abril para maio, em um sinal de dificuldades para aprovar a medida no Congresso.
Com isso, o benchmark da bolsa brasileira fechou com forte queda de 1,27%, aos 64.699 pontos, em sessão com volume financeiro de R$ 7,165 bilhões. As notícias também pesaram para o dólar, que fechou com alta de 0,54%, cotado a R$ 3,1687 na compra e R$ 3,1693 na venda.
Os contratos futuros de dólar com vencimento em abril, por sua vez, teve alta de 0,79%, para R$ 3,196. Já os DIs com vencimento em janeiro de 2018 subiram 2 pontos-base, para 10,04%, enquanto o juros futuros para janeiro de 2021 avançaram 12 pontos-base, a 10,05%.
A primeira informação que pesou no mercado foi sobre a chegada da delação dos executivos da Odebrecht no STF. Segundo a coluna Radar On-line, da Veja, o gabinete de Edson Fachin foi avisado de que a delação será entregue no Supremo até o final da tarde de hoje. Mesmo assim, a quebra do sigilo ainda deve demorar mais um pouco.
O movimento de piora da Bolsa veio, porém, com a notícia do Valor Pro de que o Palácio do Planalto passou de abril – prazo inicialmente previsto para votar a reforma da Previdência na Câmara dos deputados – para o dia 9 de maio no cálculo mais otimista, a expectativa da votação na Câmara. Com isso, a votação no Senado, esperada para julho, poderá ficar apenas para “meados” do segundo semestre.
Ainda no noticiário político, o Senado aprovou pouco antes do fechamento da Bolsa o projeto que cria uma nova etapa do programa de repatriação, que permite que quem tem recursos no exterior não declarados possa regularizar sua situação junto à Receita. Os senadores votaram o texto aprovado pela Câmara no mês passado, que excluiu a possibilidade de parentes de políticos e de agentes públicos poderem aderir ao programa. O projeto agora segue para sanção presidencial.
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No exterior, o dia foi novamente de cautela às vésperas do Fomc (Federal Open Market Committee), ao mesmo tempo em que os investidores digerem o avanço do Brexit, com o Parlamento britânico dando o “sinal verde” para a saída do Reino Unido da União Europeia, além dos dados mistos da economia chinesa.
Destaques da Bolsa
A Vale virou para alta após chegar a cair 1% mais cedo. Nesta sessão, o minério de ferro Qingdao e o contrato futuro da commodity negociada em Dalian tiveram movimentos díspares. Qingdao fechou em queda de 0,14%, a US$ 88,14 a tonelada, enquanto o minério em Dalian teve forte alta de 4,25%, a 687 iuanes, em meio aos dados mistos da economia chinesa. “As boas notícias foram a aceleração da produção industrial e dos investimentos em ativos fixos. Por outro lado, as vendas no varejo se desaceleraram, com destaque para queda no comércio de veículos”, ressalta a LCA Consultores em relatório. A produção industrial cresceu 6,3% no primeiro bimestre contra o mesmo período de 2016. Em dezembro, o crescimento interanual fora de 6,0%. A produção de eletricidade cresceu na média do setor industrial, enquanto a produção de aço se acelerou em relação ao final de 2016: 5,8% no 1º bimestre de 2017, contra 3,2% em dezembro de 2016. A Petrobras, por sua vez, foi um dos destaques de baixa da Bovespa após uma nova queda do petróleo, que registrava ganhos mais cedo. Contudo, tanto a cotação do brent quanto do WTI foi para baixo, com queda superior a 1% após relatório da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). A organização mostrou que reduziu ainda mais sua produção em fevereiro, com liderança da Arábia Saudita, em meio ao avanço nos preços da commodity, que tem contribuído para o aumento da produção de óleo de xisto nos EUA. Nem todos os integrantes da Opep, contudo, têm se esforçado tanto quanto a Arábia Saudita. Em fevereiro, o Iraque cortou sua produção em 62 mil bpd, a 4,414 milhões de bpd. O resultado, porém, continua 63 mil bpd acima de sua cota. Ainda no noticiário da estatal,o TCU (Tribunal de Contas da União) poderá obrigar a Petrobras a recomeçar do zero projetos de venda de ativos para corrigir procedimentos considerados irregularidades, informa o Estadão. A proposta deve ser apresentada em plenário pelo relator do processo que avalia os desinvestimentos da estatal, José Múcio Monteiro, em julgamento previsto para esta quarta-feira. Entre o destaque de alta, ficou a JBS, após a companhia apresentar fortes resultados no quarto trimestre de 2016 e anunciar a compra de empresa de produtos suínos nos EUA por US$ 230 milhões. As maiores baixas, dentre as ações que compõem o índice Bovespa, foram: As maiores altas, dentre os papéis que compõem o índice Bovespa, foram: As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram : * – Lote de mil ações
C?d.
Ativo
Cot R$
% Dia
% Ano
Vol1
PETR4
PETROBRAS PN
13,59
-5,43
-8,61
904,81M
ELET3
ELETROBRAS ON
19,42
-4,34
-14,86
16,98M
CMIG4
CEMIG PN
11,01
-4,09
+42,80
78,16M
CPLE6
COPEL PNB
33,39
-4,05
+22,04
19,30M
CSAN3
COSAN ON
37,42
-4,05
-1,91
52,85M
C?d.
Ativo
Cot R$
% Dia
% Ano
Vol1
SMLE3
SMILES ON
61,08
+1,97
+36,65
48,96M
RENT3
LOCALIZA ON
40,87
+1,49
+19,43
59,72M
HYPE3
HYPERMARCAS ON
28,27
+1,40
+10,47
137,88M
VALE5
VALE PNA
29,63
+1,06
+26,95
815,17M
MRVE3
MRV ON ED
15,10
+0,67
+41,40
28,28M
C?digo
Ativo
Cot R$
Var %
Vol1
Vol 30d1
Neg
PETR4
PETROBRAS PN
13,59
-5,43
904,81M
544,72M
58.368
VALE5
VALE PNA
29,63
+1,06
815,17M
877,56M
40.777
ITUB4
ITAUUNIBANCOPN
39,44
-0,98
346,74M
395,55M
22.809
BBAS3
BRASIL ON ERJ
34,04
+0,15
203,23M
247,31M
17.396
BBDC4
BRADESCO PN
32,10
-0,83
200,39M
275,26M
15.282
CIEL3
CIELO ON
26,50
-1,16
171,24M
189,33M
23.519
BVMF3
BMFBOVESPA ON
18,80
-0,58
140,34M
173,40M
17.010
HYPE3
HYPERMARCAS ON
28,27
+1,40
137,88M
77,16M
17.410
PETR3
PETROBRAS ON
14,37
-3,75
128,33M
134,85M
18.808
VALE3
VALE ON
31,17
+0,52
126,89M
228,00M
14.242
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão) IBOVESPA