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Ibovespa fecha estável, mas não acompanha alta dos índices americanos; Petrobras (PETR4) pesa

Queda da petroleira, com perigo de desabastecimento, impediu que a bolsa brasileira tivesse uma melhor performance no pregão desta sexta

Por  Vitor Azevedo -

O Ibovespa fechou em leve alta de 0,05% nesta sexta-feira (17), aos 111.941 pontos, após oscilar durante boa parte do pregão. Na semana, houve saldo positivo de 3,18%, fechando a terceira semana consecutiva de alta.

A performance do principal índice da bolsa brasileira ficou aquém daquilo registrado no exterior – nos Estados Unidos, o Dow Jones subiu 1,76%, o S&P 500, 2,47% e o Nasdaq, 3,33%, em um dia marcado pelo otimismo.

Ajudou a impulsionar os índices americanos a publicação do PCE de abril. O principal índice de inflação do pais trouxe uma desaceleração da alta dos preços, que avançaram 0,2% no quarto mês do ano, ante 0,9% em março.

A possibilidade do problema da inflação se dissipar minimamente e de a alta dos preços já ter atingido o pico, fez cair a pressão sob a curva de juros –  o rendimento dos treasuries com vencimento em dez anos recuou 1,5 ponto-base, a 2,743%.

Por aqui, no aftermarket a curva de juros opera sem direção exata. O DI para 2023 vê seu rendimento cair dois pontos-base, para 13,34%. No meio da curva, o DI para 2025 tem sua taxa subindo três pontos, para 12,13%. O DI para 2029 tem seu yield caindo dois pontos, para 12,04%.

O menor temor com a inflação na maior economia do mundo impulsiona o apetite por risco. O dólar comercial, com isso, caiu 0,49% frente ao real, a R$ 4,738 na compra e na venda. O DXY caiu 0,13%.

O melhor humor no mercado internacional fez o Ibovespa avançar a despeito da queda da Petrobras (PETR3;PETR4), com as ações ON e PN da petroleira recuando 4,18% e 4,76%, respectivamente.

As ações da petroleira caíram mesmo com o preço do Brent avançando 1,72%, a US$ 119,42 o barril. Houve impacto da repercussão de uma reunião dos executivos da estatal com o Ministério de Minas e Energia sobre um possível desabastecimento de diesel, para além de todos as polêmicas recentes.

Além da Petrobras, a Yduqs (YDUQ3) foi destaque entre as quedas, caindo 3,99%, seguida da MRV (MRVE3), com menos 2,89%.

Do outro lado, a BRF (BRFS3) foi a maior alta, com mais 4,82%, após ter divulgado uma reestruturação da sua diretoria.

A Vale (VALE3) também ajudou a manter o índice no campo positivo, subindo 1,52%, acompanhando a alta do minério de ferro. a CSN (CSNA3), por sua vez, fechou em alta de 4,32%.

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