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Ibovespa fecha em queda pressionado por Petrobras com indústria e STF no radar

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,34%, a 139.863,63 pontos

Lara Rizério

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Painel de cotações na B3. (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)
Painel de cotações na B3. (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)

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SÃO PAULO (Reuters) – O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, com Petrobras entre as maiores pressões negativas, acompanhando o forte declínio dos preços do petróleo, enquanto Cosan figurou novamente na ponta positiva, refletindo expectativas relacionadas a um desfecho envolvendo a Raízen.

Investidores também repercutiram dados sobre a produção industrial no Brasil e vagas de emprego em aberto nos Estados Unidos, mantendo no radar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros réus no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,34%, a 139.863,63 pontos, após marcar 139.581,88 pontos na mínima e 140.495,88 pontos na máxima. O volume financeiro somou R$17,75 bilhões.

Viva do lucro de grandes empresas

De acordo com o analista Arthur Barbosa, da Aware Investments, Petrobras tem um dos maiores pesos no Ibovespa e acaba pressionando negativamente, em um dia de recuo do preço do petróleo no exterior na esteira de expectativas de aumento na produção por parte da Opep+ em outubro.

Barbosa também citou como componente negativo aos negócios os dados do IBGE sobre a indústria evidenciando a desaceleração da atividade econômica brasileira, mas ainda em níveis que apoiam as expectativas de manutenção da taxa Selic em patamar elevado.

Brasília continuou no foco de atenções, com o segundo dia do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros réus no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.

De acordo com o analista Alison Correia, cofundador da Dom Investimentos, permanece a apreensão em relação a uma possível retaliação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “A sentença está por vir, o grande ponto é em qual magnitude vai vir”, afirmou.

Trump citou o caso de Bolsonaro para impor tarifa comercial de 50% sobre produtos brasileiros exportados aos EUA e o governo norte-americano tomou medidas contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, que é relator do processo contra o ex-presidente.

Nos EUA, o índice S&P 500 fechou em alta de 0,51%, com a agenda macroeconômica mostrando que as vagas de emprego em aberto naquele país caíram mais do que o esperado em julho e as contratações foram moderadas, o que alimentou apostas de queda nos juros da maior economia do mundo neste mês.

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Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.