Ibovespa fecha em queda de 1,33% e interrompe sequência de seis altas

Com agenda econômica escassa, investidores avaliaram o novo corte no rating de Portugal; TAM contraria perdas e sobe 4,56%

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SÃO PAULO – Interrompendo uma sequência de seis altas consecutivas – que resultou em uma valorização de 4,7% -, o Ibovespa fechou esta terça-feira (5) com significativa queda de 1,33%, aos 63.038 pontos. O giro financeiro foi de R$ 4,980 bilhões.

Em mais um dia sem referências de peso na agenda econômica, os investidores avaliaram a redução de rating para os títulos de longo prazo de Portugal pela Moody’s, o que trouxe maior preocupação ao mercado por conta da provável necessidade de novas rodadas de auxílio financeiro às economias debilitadas do continente. Os índices de ações europeus, no entanto, fecharam sem tendência definida, assim o mercado em Wall Street, que voltou a operar após o feriado de independência nos EUA na véspera.

Destaques do pregão
Na ponta negativa, destaque para as ações do setor imobiliário. A Rossi (RSID3) liderou as perdas do índice com queda de 4,56%, cotadas a R$ 12,56. Já os papéis da MRV (MRVE3) ficaram com a terceira posição ao caírem 3,79%, cotadas a R$ 12,95.

As maiores baixas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 RSID3 ROSSI RESID ON 12,56 -4,56 -13,24 51,28M
 BRTO4 BRASIL TELEC PN 14,09 -3,82 +19,78 16,27M
 MRVE3 MRV ON 12,95 -3,79 -15,96 53,41M
 NATU3 NATURA ON 39,60 -3,65 -14,96 53,68M
 BTOW3 B2W VAREJO ON 18,00 -3,49 -42,12 12,49M

Já as ações da TAM (TAMM4, R$ 36,46, +4,56%) lideraram a ponta positiva do índice desta sessão, por conta das expectativas dos investidores sobre a fusão da empresa brasileira com a chilena LAN, anunciada em agosto do ano passado. Apesar de não haver nenhuma novidade sobre o assunto, a movimentação das ações nesta terça-feira pode refletir a aproximação da data para que o orgão antitruste chileno tome uma decisão sobre o assunto, fato que deve ocorrer ainda neste mês.

As maiores altas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

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 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 TAMM4 TAM S/A PN N2 36,46 +4,56 -2,90 25,85M
 ALLL3 ALL AMER LAT ON 12,95 +1,57 -13,08 22,94M
 GOLL4 GOL PN N2 20,30 +1,20 -18,41 44,34M
 SBSP3 SABESP ON 48,03 +1,12 +12,77 11,64M
 AMBV4 AMBEV PN EDJ 52,25 +0,97 +5,76 66,58M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram:

 Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg 
 VALE5 VALE PNA 46,33 -1,53 524,89M 540,13M 21.738 
 PETR4 PETROBRAS PN 23,56 -1,01 302,13M 399,33M 20.476 
 VALE3 VALE ON 51,30 -2,01 198,62M 149,36M 11.125 
 BBDC4 BRADESCO PN EDJ 32,14 -0,34 194,92M 127,69M 13.044 
 OGXP3 OGX PETROLEO ON 15,08 -2,01 190,69M 232,67M 11.532 
 ITUB4 ITAUUNIBANCO PN ED 36,76 -0,11 159,06M 200,01M 11.495 
 CYRE3 CYRELA REALT ON 15,05 -1,95 98,08M 63,86M 6.563 
 BVMF3 BMFBOVESPA ON 10,55 -2,31 97,76M 126,77M 9.770 
 GGBR4 GERDAU PN 16,73 -2,28 95,22M 84,04M 9.317 
 GFSA3 GAFISA ON 7,34 -1,48 79,14M 47,82M 15.203 

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)
 

Agenda
Com a falta de indicadores domésticos, o destaque fica por conta da divulgação do Factory Orders, pelo Departamento de Comércio dos EUA, com o volume de encomendas à indústria norte-americana. O índice apontou avanço, mas ficou aquém das expectativas do mercado.

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Já no front doméstico, a única referência da agenda ficou com IPP (Índice de Preços ao Produtor) da indústria de transformação registrou deflação no último mês de maio, marcando variação negativa 0,55%, resultado 0,83 ponto percentual inferior ao que foi registrado em abril (0,28%).

Dólar
Após seis quedas consecutivas, o dólar fechou em alta de 0,71% nessa terça-feira, terminando cotado a R$ 1,565. Esse movimento refletiu a piora no cenário externo, com o rebaixamento do rating português, e a compra de dólares por parte do Banco Central. Já o dólar Ptax, referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou a data em R$ 1,5637.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 12,47%, 0,02 ponto percentual acima do fechamento de segunda-feira.

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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,26% em relação ao fechamento anterior, a 136,26% do valor de face.

Já o indicador de risco-País fechou em alta de 6 pontos-base, aos 151 pontos.

Confira a agenda para a próxima sessão
No front doméstico, O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) anuncia a pesquisa industrial regional de maio, que acompanha a evolução do nível de produto na indústria, mediante recortes locais. O instituto ainda revela o levantamento da produção agrícola referente ao mês de junho.

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Já nos EUA, sai o ISM Services de junho, responsável pela mensuração do nível de atividade não-industrial no país.