Ibovespa fecha em queda de 0,5% e interrompe sequência de quatro altas

Novo corte de rating grego e indefinição sobre o teto da dívida dos EUA desanimaram o mercado; ação da Petro é destaque de alta

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SÃO PAULO – Acompanhando o mau humor dos mercados internacionais por conta da continuidade da indefinição sobre o novo teto da dívida dos EUA, além do corte do rating da Grécia pela Moody’s, o Ibovespa quebrou uma sequência de quatro altas e fechou o pregão desta segunda-feira (25) em queda de 0,50%, aos 59.970 pontos. O giro financeiro foi de R$ 4,425 bilhões.

A continuidade do impasse entre democratas e republicanos sobre um novo limite para a dívida soberana dos EUA trouxe temor ao mercado, à medida que o prazo para a aprovação – 2 de agosto – se aproxima, tornando cada vez mais real a antes impensada possibilidade de um default da maior economia do mundo.

Outro fator que pressionou os mercados foi o corte do rating soberano da Grécia, pela agência de classificação de risco Moody’s, de Caa1 para Ca, renovando as preocupações acerca da dívida fiscal na Zona do Euro e da deterioração da situação econômica local, com possível contágio global.

Destaques do pregão
Na ponta negativa, destaque para as ações do setor imobiliário com Gafisa (GFSA3, -4,80%, R$ 7,34), que segurou a lanterna do índice, e Rossi (RSID3, -3,02%, R$ 12,22), que registrou a quinta maior desvalorização do benchmark nesta sessão.

As maiores baixas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 GFSA3 GAFISA ON 7,34 -4,80 -37,54 48,19M
 BTOW3 B2W VAREJO ON 15,47 -4,21 -50,26 5,58M
 HYPE3 HYPERMARCAS ON 12,55 -3,24 -43,98 24,21M
 GOLL4 GOL PN N2 16,47 -3,12 -33,80 16,47M
 RSID3 ROSSI RESID ON 12,22 -3,02 -15,59 29,83M

Já na ponta positiva, destaque para as ações da Petrobras (PETR4, +2,31%, R$ 23,50; PETR3, +2,20%, R$ 26,06), que figuraram entre as maiores altas como reflexo do anúncio, na sexta-feira (22), do plano de investimentos para o período entre 2011 e 2015.

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As maiores altas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 TMAR5 TELEMAR N L PNA 45,96 +3,28 -1,97 1,40M
 PETR4 PETROBRAS PN 23,50 +2,31 -12,24 626,73M
 PETR3 PETROBRAS ON 26,06 +2,20 -13,26 173,76M
 BRTO4 BRASIL TELEC PN 13,50 +1,89 +14,77 6,20M
 USIM3 USIMINAS ON 21,82 +1,72 +2,67 4,73M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram:

 Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg 
 PETR4 PETROBRAS PN 23,50 +2,31 626,73M 354,25M 26.124 
 VALE5 VALE PNA 46,25 +0,19 440,15M 612,65M 14.922 
 OGXP3 OGX PETROLEO ON 13,70 -1,65 219,06M 205,66M 12.360 
 PETR3 PETROBRAS ON 26,06 +2,20 173,76M 103,27M 12.674 
 ITUB4 ITAUUNIBANCO PN 32,15 -2,07 159,91M 262,06M 10.773 
 VALE3 VALE ON 51,13 -0,08 157,82M 164,04M 7.439 
 BBDC4 BRADESCO PN 29,23 -1,25 131,04M 170,58M 9.396 
 BBAS3 BRASIL ON 26,48 -2,18 86,38M 123,97M 8.472 
 ITSA4 ITAUSA PN 10,61 -2,21 80,13M 84,25M 10.752 
 BVMF3 BMFBOVESPA ON 9,83 -0,20 70,82M 108,34M 5.634 

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)
 

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Agenda
Em dia de agenda fraca no front internacional, o destaque ficou por conta das novas projeções do relatório Focus, divulgadas nesta sessão pelo Banco Central, que apontaram para nova deterioração no longo prazo. A mediana das projeções para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo) apontou elevação para o próximo ano, de 5,20% para 5,28%, enquanto para a taxa Selic o aumento nas expectativas foi de 0,12 ponto percentual, de 12,63% para 12,75%.

Ainda por aqui, a balança comercial registrou superávit de US$ 3,134 bilhões até a quarta semana de julho.

Dólar
O dólar comercial fechou cotado na venda a R$ 1,543 – mínima desde janeiro de 1999 -, queda de 0,64% em relação ao fechamento anterior. Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou cotado a R$ 1,5449 na venda, queda de 0,63% frente ao último fechamento.

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O Banco Central realizou dois leilões de compra de dólares no mercado cambial à vista. A primeira operação ocorreu entre às 12h09 (horário de Brasília) e às 12h14 e teve uma taxa de corte aceita em R$ 1,543, enquanto a segunda contou com taxa de R$ 1,5424, tendo ocorrido das 15h55 às 16h00. O BC também chegou a comprar dólares no mercado à termo, em uma operação que ocorreu das 15h30 às 15h35, com taxa de corte de R$ 1,542 e data de liquidação no dia 2 de agosto. Essa foi a primeira operação desde 8 de abril.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam sem tendência e próximos da estabilidade. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 12,69%, 0,02 ponto percentual acima do fechamento de sexta-feira. 

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,14% em relação ao fechamento anterior, a 136,31% do valor de face. 

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Já o indicador de risco-País fechou em alta de 6 pontos-base, aos 154 pontos.

Bolsas Internacionais
O índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, fechou em baixa de 0,70% e atingiu 12.593 pontos. Seguindo esta tendência, o índice S&P 500 desvalorizou-se 0,56% a 1.337 pontos, da mesma forma, o índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, caiu 0,56% a 2.843 pontos.

Na Europa, o índice CAC 40 da bolsa de Paris registrou baixa de 0,77% e atingiu 3.813 pontos; no mesmo sentido, o índice FTSE 100 da bolsa de Londres desvalorizou-se 0,16% a 5.925 pontos. Por outro lado, o DAX 30 da bolsa de Frankfurt fechou em leve alta de 0,25%, atingindo 7.345 pontos.

Confira a agenda para a próxima sessão
Nos EUA, a agenda trará o resultado final da confiança do consumidor referente ao mês de julho. Dados do setor imobiliário também são aguardados por lá, como o S&P/Case-Shiller Home Price de maio, que mede a evolução do preços dos imóveis do país, e o New Home Sales de junho, que mensura a venda de novas casas.

No front doméstico, o destaque fica por conta da nota do setor externo de junho, divulgada pelo Banco Central. Também será divulgada a sondagem do consumidor, feita pela FGV (Fundação Getulio Vargas).