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Ibovespa fecha em queda de 0,36%, com agenda da semana endossando cautela

No radar do mercado, estão decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil que serão anunciadas na quarta-feira, além de uma bateria de dados

Equipe InfoMoney

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O Ibovespa fechou em queda nesta segunda-feira, com as ações da Gol (GOLL4) capitaneando as perdas com um tombo de mais de 30%, conforme agentes financeiros continuam monitorando desdobramentos relacionados ao pedido de recuperação judicial da companhia aérea nos Estados Unidos.

A agenda relevante da semana, que tem como destaques as decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil que serão anunciadas na quarta-feira, além de uma bateria de dados, incluindo números do mercado de trabalho norte-americano, endossou a cautela.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,36%, a 128.502,66 pontos. Na máxima do dia, chegou a 129.068,28 pontos. Na mínima, a 127.852,82 pontos. O dólar comercial, por sua vez, subiu 0,71%, a R$ 4,945 na compra e na venda; a divisa à vista teve alta de 0,82%, na casa de R$ 4,95.

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“A cautela predominou antes das atualizações sobre as taxas (de juros) na semana, somadas às baterias de balanços e indicadores, incluindo o payroll (relatório do governo sobre o mercado de trabalho norte-americano)”, afirmou o CEO da Box Asset Management, Fabrício Gonçalvez.

No caso dos EUA, ele acrescentou que o foco está voltado aos sinais do Federal Reserve sobre o momento e a velocidade de cortes dos juros em 2024, uma vez que a expectativa no mercado é de que o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) mantenha a taxa na faixa de 5,25% a 5,50% nesta semana.

A decisão será conhecida na quarta-feira, com os mercados ainda abertos, diferentemente do desfecho da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC brasileiro, que também será conhecido no dia 31, mas após o fechamento da bolsa. Nesse caso, a previsão é de que Selic recue a 11,25% ao ano.

Na visão da equipe de economistas da XP Inc chefiada por Caio Megale, o Copom deverá manter a orientação futura de que “os membros do Comitê antecipam, por unanimidade, novas reduções da mesma magnitude nas próximas reuniões”, no caso de 0,50 ponto percentual.

“Acreditamos que, na avaliação dos membros do Copom, não há motivos para mudança no atual ‘plano de voo’ de retirada gradual da restrição de política monetária”, afirmaram, acrescentando que continuam a projetar que a Selic chegará a 9% no terceiro trimestre deste ano.

Destaques de ações da sessão:

– GOL PN GOLL4 desabou 33,61%, a R$ 3,93, tocando mínimas desde dezembro de 2016, conforme agentes financeiros continuam ajustando posições após o pedido de recuperação judicial da companhia aérea nos EUA. Na parte da tarde, a Gol anunciou que a Justiça norte-americana aprovou o acesso provisório à empresa de parcela inicial (de US$ 350 milhões) de um empréstimo de US$ 950 milhões, o que permitirá que a companhia siga operando “normalmente”. Desde que anunciou que estava recorrendo ao Chapter 11 nos EUA na última quinta-feira, as ações da Gol acumularam queda de 40,9%. AZUL PN AZUL4, que cedeu 3,01% nesta sessão, avançou 4,3% no mesmo período.

MAGAZINE LUIZA ON MGLU3 recuou 0,48%, a R$ 2,07, distante da máxima do pregão, quando chegou a R$ 2,28 (+9,62%), após a varejista anunciar aumento de capital privado de R$ 1,25 bilhão. Os acionistas controladores da empresa — a família Trajano — injetarão até R$ 1 bilhão na empresa, enquanto o banco BTG Pactual se comprometeu a investir até R$ 250 milhões. No setor, CASAS BAHIA ON BHIA3 caiu 4,71%, a R$ 8,29, também perdendo o fôlego em relação ao começo do pregão. O Citi cortou o preço-alvo das ações da Casas Bahia a R$ 10, ante R$ 17,50 e manteve a recomendação “neutra/alto risco”.

SUZANO ON SUZB3 recuou 3,99%, a R$ 50,80, tendo como pano de fundo relatório do Morgan Stanley cortando a recomendação das ações para “underweight” e o preço-alvo de R$ 60 para R$ 47. Os analistas afirmaram que veem o preço de celulose de fibra curta (hardwood) caindo abaixo do custo de produção, conforme uma desaceleração na demanda coincide com a entrada de novas capacidades de oferta do produto no mercado global.

VALE ON VALE3 caiu 0,47%, a R$ 69,17, antes de dados operacionais do quarto trimestre de 2023 divulgados logo após o fechamento regular, que mostraram que a companhia produziu 321,154 milhões de toneladas de minério de ferro em 2023, alta de 4,3% ante o ano anterior, ficando acima da meta programada pela companhia (315 milhões). Em dia de alta dos futuros do minério de ferro na China, também esteve no radar notícia do fim de semana de que o governo federal notificou a Vale para cobrar R$ 25,7 bilhões em outorgas pela renovação antecipada das concessões das Estradas de Ferro Carajás (EFC) e Vitória Minas (EFVM).

PETROBRAS PN PETR4 avançou 1,53%, a R$ 40,57, renovando máximas históricas, apesar da fraqueza dos preços do petróleo no exterior, onde o barril de Brent cedeu 1,38%, a US$ 82,40. Na última sexta-feira, após o fechamento, a Petrobras disse que concluiu a primeira perfuração do poço exploratório de Pitu Oeste, na Bacia Potiguar na Margem Equatorial, identificando presença de hidrocarbonetos, embora a viabilidade econômica ainda seja inconclusiva. Também no final da semana passada, a empresa disse que suas estimativas de reservas provadas de óleo, condensado e gás natural resultaram em 10,9 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) em 31 dezembro de 2023.

(com Reuters)