Ibovespa fecha em queda com Oriente Médio em foco

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,69%, a 176.589,03 pontos

Reuters

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O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira, com os preços do petróleo voltando a orbitar US$100, após ataques dos Estados Unidos contra alvos do Irã afetarem as perspectivas de um acordo de paz.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,69%, a 176.589,03 pontos, chegando a 175.516,11 na mínima do dia e marcando 177.815,95 na máxima do dia. O volume financeiro somou R$22,63 bilhões.

A sessão começou sob a notícia de que os EUA realizaram ataques ainda na segunda-feira no sul do Irã, que Washington chamou de ações defensivas, enquanto Teerã considerou uma violação do cessar-fogo.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que a negociação de um acordo com o Irã poderia “levar alguns dias”. Nesse contexto, o barril sob o contrato Brent fechou em alta de 3,6%, a US$99,58 por barril.

De acordo com o sócio e advisor da Blue3 Investimentos Willian Queiroz, as últimas notícias do Oriente Médio fragilizaram (a percepção) sobre as negociações e corroboraram nova alta do petróleo, sustentando preocupações com a inflação global, o que afeta o humor de investidores.

Em Wall Street, onde as bolsas ficaram fechadas na segunda-feira por feriado nos EUA, o S&P 500 avançou 0,61%, registrando novo recorde, apoiado pelo setor de tecnologia, principalmente expectativas envolvendo inteligência artificial, o que ofuscou as preocupações com o Oriente Médio.

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DESTAQUES

• ITAÚ UNIBANCO PN recuou 0,64%, com o setor financeiro como um todo em queda no Ibovespa, após desempenho robusto na véspera. BRADESCO PN cedeu 1,27%, BANCO DO BRASIL ON perdeu 2,49% e SANTANDER BRASIL UNIT fechou negociada em baixa de 1,16%.

• PETROBRAS PN registrou variação positiva de 0,09% e PETROBRAS ON subiu 0,41%, em meio à alta do petróleo no exterior. No setor, PRIO ON avançou 0,68% e BRAVA ON subiu 0,7%, enquanto PETRORECONCAVO ON perdeu 3,64%.

• VALE ON encerrou em baixa de 0,62%, em dia de queda dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado em Dalian recuou 1,95%. No setor, CSN MINERAÇÃO ON valorizou-se 0,45%, mas CSN ON caiu 0,45%, USIMINAS PNA recuou 3,59% e GERDAU PN perdeu 2,36%.

• BRASKEM PNA caiu 5,81%. Analistas do Citi destacaram que, após fortes altas em março e abril, impulsionadas por tensões geopolíticas no Oriente Médio e consequentes interrupções nas cadeias de suprimento, maio tem registrado uma mudança nos mercados petroquímicos. O foco agora se volta para a fraqueza do lado da demanda, após fatores ligados à oferta sustentarem preços mais elevados anteriormente. O Citi elevou preço-alvo da ação da Braskem de R$10 para R$14, mas manteve a recomendação neutra/alto risco.

• C&A ON cedeu 4,77%, após alta expressiva na véspera (+6,70%), em ajuste influenciado pelo avanço nas taxas dos DIs. O índice de consumo da B3 recuou 0,61%.

• AMBEV ON avançou 1,16%. Relatório do BTG Pactual elevou a recomendação dos papéis para compra e o preço-alvo de R$17 para R$20. “Treze anos depois, estamos elevando a recomendação de Ambev para compra…Estamos mudando de opinião agora porque a capacidade da Ambev de impor preços — principal variável que explica a geração de valor da companhia —, sustentada por um portfólio que a concorrência não consegue igualar, finalmente parece estar dando resultados”, afirmaram.

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