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Ibovespa fecha em leve queda, com risco fiscal de um lado e alta das commodities do outro; dólar avança

Anuncio de novas medidas para contar preços de combustíveis assusta investidores, mas preço das commodities ajudam a minimizar perdas

Por  Felipe Moreira

O principal índice da bolsa brasileira fechou próximo da estabilidade nesta sessão de terça-feira (7), um pouco descolado daquilo que foi visto em Wall Street, ondo as bolsas tiveram leve alta. Por aqui, se por um lado empresas de commodities avançaram, papéis de techs e varejistas tiveram um dia renovado de perdas.

As medidas propostas pelo governo para reduzir o preço dos combustíveis foram vistas com desconfiança pelo mercado, devido ao seu impacto fiscal.

O governo brasileiro propôs zerar impostos federais cobrados sobre gasolina, em troca de uma menor carga cobrada pelos entes federativos, que seriam ressarcidos pelo governo federal. A medida pode ajudar a reduzir as pressões inflacionárias no curto prazo, disseram estrategistas do Citi, mas “aumenta os riscos fiscais, especialmente considerando a possibilidade de nova flexibilização do teto de gastos”.

O Ibovespa caiu 0,11%, aos 110.069 pontos, após oscilar entre 109.393 e 110.185 pontos. O volume financeiro foi de R$ 20,9 bilhões, novamente abaixo da média histórica.

As ações da Vale (VALE3) e da brMalls (BRML3) foram os destaques positivos, subindo, respectivamente, 2,34% e 1,93%, seguidas pelas ações da JBS (JBSS3) e da Suzano (SUZB3) ambas com ganhos de 1,65%.

Segundo analistas da Ativa Investimentos, a forte apreciação do dólar fez com que as empresas exportadoras de commodities registrassem valorização dos seus papéis.

As ações da brMalls subiram com expectativa para aprovação da fusão com Aliansce Sonae na assembleia desta quarta-feira (8).

Destaque ainda para as ações ordinárias e preferenciais da Petrobras (PETR3;PETR4) que subiram, respectivamente, 0,36% e 1,19%, com a proposta do governo de reduzir a tributação de combustíveis, o que não impactaria a política de paridade de preços internacionais da petrolífera.

Já as ações da Cielo (CIEL3) e do Grupo Soma (SOMA3) foram os destaques negativos, recuando, respectivamente, 4,28% e 4,14%, seguidas das ações da Positivo (POSI3), com perda de 4,07%.

Com a elevação do risco fiscal, houve um aumento dos juros futuros impactando principalmente as ações do setor de tecnologia e varejo.

No mercado de câmbio, a moeda americana avançou com os investidores atentos aos dados de inflação no final da semana que podem balizar uma alta de juros nos Estados Unidos pelo Federal Reserve, o que também torna os títulos do Tesouro americano mais atrativos – e logo, aumenta a demanda por dólar.

Mas o avanço da moeda foi intensificado, principalmente, pelos anúncios da véspera pelo governo brasileiro, de um subsídio aos combustíveis que fizeram a moeda chegar a subir quase 3%, a R$ 4,93. O dólar fechou em alta de 1,64%, a R$ 4,874.

No aftermarket, às 17h05, os juros futuros operam em alta, pressionados pelo pacote de medidas anunciado para reduzir o preço dos combustíveis. O DIF23, +0,30 pp, a 13,49%; DIF25, +1,08 pp, a 12,67%; DIF27, +1,49 pp, a 12,59%; DIF29, +1,69 pp, a 12,69%.

Em Wall Street, as bolsas abriram em baixa, mas reduziram essas perdas e ficaram positivas à medida que o dia avançava. A alta veio apesar da fraqueza das ações de varejo, após a Target ter emitido um alerta sobre os lucros do trimestre atual, o que pressionou o setor de varejo em geral.

O índice Dow Jones subiu 0,80%, aos 33.179 pontos. O S&P 500 avançou 0,95%, aos 4.160 pontos, enquanto o Nasdaq teve alta de 0,94%, aos 12.175 pontos.

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