Conteúdo editorial apoiado por

Ibovespa fecha em alta de 1,11% com maior apetite ao risco; Vale e bancos avançam

Na cena local, as atenções desta semana se voltam para os dados da indústria e, principalmente, os números do IPCA de dezembro e da inflação acumulada em 2026

Reuters

Ativos mencionados na matéria

Painel de cotações da B3 em São Paulo -19/10/2021 (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)
Painel de cotações da B3 em São Paulo -19/10/2021 (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)

Publicidade

SÃO PAULO, 6 Jan (Reuters) – O Ibovespa fechou em alta firme nesta terça-feira, impulsionado pelo ambiente global mais favorável a ativos de risco, tendo também como suporte ganhos de ações de peso do índice, como Vale (VALE3) e papéis do setor financeiro, que tiveram mais uma sessão positiva.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,11%, a 163.663,88 pontos, após marcar 161.869,76 na mínima e 164.135,03 na máxima do dia. O volume financeiro somou R$24,8 bilhões.

Com a diminuição de temores em relação a possíveis desdobramentos econômicos do ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela que capturou o presidente do país, Nicolás Maduro, no fim de semana, investidores voltam a direcionar atenções para a agenda de indicadores e para a busca de pistas sobre os rumos da política monetária, tanto localmente quanto no exterior.

Aproveite a alta da Bolsa!

Na cena local, as atenções desta semana se voltam para os dados da indústria e, principalmente, os números do IPCA de dezembro e da inflação acumulada em 2026, que saem sexta-feira.

No exterior, o foco será o relatório mensal de emprego dos EUA, que será divulgado na sexta-feira, e é considerado crucial na avaliação das perspectivas para a política monetária do Federal Reserve.

Nesse ambiente, analistas do Itaú BBA afirmaram que o Ibovespa mantém a expectativa de buscar as resistências em 163.100 e 165.000 pontos.

“O Ibovespa segue em tendência positiva e o próximo ponto de atenção é observar se o movimento terá força para renovar as máximas de 2025, tanto nos índices quanto nas ações”, escreveram os analistas do BBA em relatório enviado a clientes nesta terça-feira.

DESTAQUES

Vale (VALE3) valorizou 3,76%, em linha com o avanço dos futuros do minério de ferro, que atingiram pico em mais de cinco meses, sustentado pela demanda resiliente na China, principal consumidor.

Continua depois da publicidade

Itaú Unibanco (ITUB4) avançou 0,60% e Bradesco (BBDC4) subiu 0,58%. Banco do Brasil (BBAS3) teve alta de 1,1%, e BTG Pactual (BPAC11) ganhou 1,32%. Santander Brasil (SANB11) foi a exceção, mostrando oscilação negativa de 0,06%.

Petrobras (PETR4) recuou 1,85%, em linha com as perdas dos preços do petróleo no exterior. Durante a tarde, a companhia informou que paralisou temporariamente atividades exploratórias de petróleo e gás na Bacia da Foz do Rio Amazonas, em águas profundas do Amapá, após um vazamento de fluido de perfuração do poço no domingo.

Axia (AXIA3) subiu 3,4%, tendo chegado a liderar os ganhos do Ibovespa ao longo da sessão, após o JPMorgan revisar projeções para a ação. Segundo relatório do banco, as ações ainda são negociadas com desconto em relação às concessionárias integradas e oferecem um dos maiores potenciais de valorização na cobertura.

Continua depois da publicidade

Eneva (ENEV3) avançou 1,34%. A companhia informou nesta terça-feira que concluiu em dezembro suas primeiras operações de importação de gás natural da Argentina, ampliando a diversificação da carteira de suprimento no Brasil.

Vivara (VIVA3) caiu 3,19%, liderando as perdas do índice, em função da pressão vendedora no segmento de varejo e desempenho técnico de curto prazo desfavorável, refletindo menor interesse dos investidores, segundo Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos.

Hapvida (HAPV3) disparou 8,7%, registrando a maior alta do Ibovespa na sessão, em movimento técnico após quedas recentes.

Continua depois da publicidade